📅 Publicado em 15/09/2026 15h54✏️ Atualizado em 15/09/2026 15h54
O contrato firmado pela Prefeitura de Marabá para a locação dos novos caminhões coletores de lixo é alvo de questionamentos na Câmara Municipal. Um levantamento apresentado pelo vereador Jocenilson Silva aponta irregularidades na contratação dos veículos, incluindo a sublocação de caminhões, situação não permitida pelas regras do contrato.
Segundo o vereador, a empresa vencedora da contratação não possuía os caminhões necessários para executar o serviço e teria recorrido à locação de veículos de uma empresa do Ceará. O problema, conforme o levantamento, é que essa segunda empresa dispunha dos caminhões, mas não dos equipamentos compactadores utilizados na coleta.
Ainda de acordo com as informações apresentadas na Câmara, os compactadores teriam sido adquiridos posteriormente pela empresa responsável pela locação dos veículos. Mas isso nem é o mais preocupante.
Leia mais:Outro ponto questionado diz respeito às exigências estabelecidas para a assinatura do contrato. Conforme a ata da contratação, a empresa deveria apresentar, antes do início do serviço, a relação dos motoristas, o sistema de rastreamento por GPS e o seguro dos veículos.
De acordo com a denúncia, porém, os documentos e equipamentos exigidos não foram apresentados no momento previsto. Mesmo assim os caminhões começaram a circular e realizar a coleta de resíduos em Marabá.
Também há suspeita de que a própria Prefeitura tenha arcado, de maneira irregular, com o abastecimento dos veículos durante determinado período. Ou seja, a Prefeitura de Marabá está pagando o aluguel (num total de R$ 9 milhões) e, ao mesmo tempo, bancou o combustível por um bom tempo, de forma ilegal.
O caso deverá ser alvo de novos questionamentos e pedidos de esclarecimento por parte dos vereadores. “Cadê a gestão que se diz transparente e honesta?”, pergunta Jocenilson Silva.
Por sua vez, o vereador Marcos Paulo chamou atenção para os possíveis impactos das irregularidades aos cofres públicos. Segundo ele, no futuro, haverá mais consequências financeiras para o município.
“Quando acabar o contrato daqui a um ano, Marabá estará no lixo, porque esses caminhões vão voltar; e eu não sei pra onde voltam, porque o coletor o coletor é de uma empresa, o compactador é de outra e o caminhão é de outra… Quem é o dono mesmo desse negócio?”, questiona.
A reportagem procurou a Prefeitura de Marabá para que se manifestasse sobre as denúncias e esclarecesse as condições da contratação e da execução do serviço. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
