Correio de Carajás

Continuam buscas a taxista desaparecido

Nesta segunda-feira (27), taxistas que fazem lotação em Marabá estiveram no quartel do Corpo de Bombeiros para dar continuidade às buscas ao taxista Gilmar Lima Leite, que desapareceu misteriosamente na manhã da última sexta-feira (24). Ele abandonou o táxi em que trabalha em uma vicinal na Vila Café, zona rural de Marabá.

Gilmar simplesmente desapareceu na última sexta-feira e não foi mais visto

No sábado, moradores de uma localidade que fica perto de onde Gilmar desapareceu disseram ter visto um homem passar correndo vestido apenas de cueca, entrando em direção à mata. Diante da informação os taxistas e também amigos e familiares de Gilmar fizeram buscas pela área e encontraram um par de tênis, uma calça, uma camisa e também um cartão de banco, pertencentes ao taxista desaparecido. O mistério é grande. Há informações de que ele estaria passando por problemas de depressão, mas é apenas isso que se sabe.

Pertences dele, como um par de tênis, foram encontrados na mata / Fotos: TV Correio

Jucélio da Silva, dono do veículo no qual Gilmar trabalhava, disse que na quinta-feira (um dia antes do desaparecimento), o rapaz bateu o carro, mas foi algo simples. De modo que ele deixou o carro na oficina para Gilmar pega-lo na sexta e voltar a trabalhar, mas o mecânico o avisou, por telefone, que tinha algo de estranho com Gilmar.

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“Aí de repente, eu recebi uma ligação, era o lanterneiro dizendo ‘toma o carro desse rapaz (Gilmar) porque ele não bem. Enquanto eu fui comprar uns parafusos para terminar o serviço, ele pegou o carro e saiu sem esperar arrumar”, lembra Jucélio, acrescentando que, após receber esse telefonema, ligou imediatamente para Gilmar, mas o telefone já estava na caixa postal.

Por outro lado, Francisco de Assis Costa, vice-presidente da Associação de Taxistas de Lotação de Marabá (ATLM), relata que desde as primeiras horas que ficou confirmado o desaparecimento de Gilmar, a entidade não parou um segundo de procurar pelo colega de trabalho, que está com eles há mais de sete anos e nunca tinha se envolvido em problema algum.

A esposa de Gilmar, Benta Pereira, mais conhecida como “Beth”, que trabalha em um hospital público da cidade, disse que o marido apresentou uma sonolência no dia anterior ao desaparecimento e confirmou que ele chegou a bater o carro. Mas é só isso que ela sabe.

Beth, esposa de Gilmar, diz que não notou nada de diferente nele

“Pela manhã, ele estava bem, muito calminho, mas ele sempre foi assim, e não falou nada pra mim”, relata Beth, ao comentar que chegou a perguntar se ele ainda estava se sentindo sonolento devido a que aconteceu, mas Gilmar não aparentava nada de anormal.

Dois irmãos de Gilmar chegaram a dormir na área de mata durante as buscas feitas no final de semana. Um deles, Gilberto Lima Leite, disse que tem esperanças de encontrar seu irmão ainda com vida, mas também se mostrou preparado para o pior. “A gente, que é da família, espera que ele apareça vivo, né, mas se tiver falecido, a gente quer recolher o corpo pelo menos”, comenta.

Gilberto, irmão do taxista, tem esperança de encontra-lo vivo

Buscas

Antes de equipe formada por quatro bombeiros e quatro policiais militares saírem em busca de Gilmar, na manhã de ontem, houve uma demorada reunião com a esposa e os irmãos dele, para que as autoridades pudessem dispor de todas as informações possíveis sobre Gilmar, segundo explicou o aspirante Emílio, do Corpo de Bombeiros. O Especificamente sobre a missão de busca, Emílio disse que inicialmente foi fechada uma área de busca para procurar pistas da vítima. Mas ele ponderou que o trabalho seria difícil.

“A região é extensa e pelo período que ele está desaparecido pode ter se deslocado bastante da área onde foi vista pela última vez”, relatou o aspirante Emílio.

SAIBA MAIS

Em Marabá existem pelo menos 200 taxistas que fazem o serviço de lotação. Gilmar Leite trabalha há cerca de sete anos e, segundo os colegas de profissão, ele nunca tinha apresentado nenhum problema, ou algum comportamento diferente. Caso as buscas não deem resultado, a ATLM ficou de acionar a Guarda Municipal de Marabá, para que esta coloque um cão farejador na missão.