📅 Publicado em 01/04/2026 17h11✏️ Atualizado em 01/04/2026 17h16
Marabá recebeu um presente antecipado pelos seus 113 anos: a inauguração do Hospital Regional Materno-Infantil “Dr. Nagib Mutran” (HRMI). A solenidade aconteceu nesta terça-feira (31/03) e contou com a presença do governador Helder Barbalho. A unidade, que se tornará o maior centro obstétrico do estado, inicia a primeira etapa de atividades com foco exclusivo no atendimento ambulatorial, para fortalecer a rede pública de saúde na região de Carajás.
Neste primeiro momento de funcionamento, o complexo oferece consultas médicas, exames laboratoriais e diagnósticos por imagem para gestantes, bebês e crianças.
Quando estiver operando em sua totalidade, o HRMI vai atender serviços de urgência e emergência obstétrica, ou seja, gestantes em trabalho de parto. O local também irá receber casos graves e gestações de alto risco. Já as mulheres com quadro de saúde estável devem continuar utilizando a rede primária.
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“Aquelas mães que não têm uma comorbidade, que não têm mais de 40 anos, que não têm uma gravidez de risco, farão o seu pré-natal normal nas UBS e poderão ter até o seu parto na rede municipal”, orienta Ualame Machado, secretário de Estado de Saúde, em entrevista ao Correio de Carajás.
Apesar da triagem voltada à alta complexidade, quando o hospital estiver em pleno funcionamento terá as portas abertas para a pediatria e para o acolhimento imediato de parturientes. O protocolo interno garante assistência ágil em casos de urgência extrema.
“O trabalho de parto que está acontecendo já com a bolsa estourada, com a dilatação adiantada, será recepcionado e será feito esse trabalho aqui”, afirma o gestor. Ele elucida ainda que, após a estabilização clínica, se a equipe médica verificar que há condições seguras, a paciente de baixo risco poderá ser transferida para outra unidade referenciada da rede municipal.
ESTRUTURA
A expansão dos procedimentos ocorrerá de maneira gradual. Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) realiza o processo para contratação da empresa que irá administrar a casa de saúde.

“Neste começo, nós estamos trabalhando com uma empresa já contratada para serviço de diagnóstico e consultas médicas. Assim que se concluam essas etapas de contratação, a gente vai implementando o serviço até que, ao final, a gente consiga colocar todos à disposição da população”, explica Machado.
Ou seja, até estar em pleno funcionamento, o hospital passará por fases de contratação e implementação de serviços. Quando estiver operando de forma integral, a estrutura física disponibilizará 135 leitos. Desse montante, 30 serão destinados a Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nas modalidades neonatal, pediátrica e adulta.

O complexo também contará com leitos de observação, leitos de isolamento, centro cirúrgico, banco de leite humano e salas integradas de parto normal, projetados para garantir suporte de alta complexidade em urgências e emergências obstétricas.

Para sustentar a demanda de todas as especialidades, o Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico foi estruturado para realizar até 8.250 exames mensais. A lista de equipamentos em operação garante a execução de tomografias, ultrassonografias, raios X, ecocardiogramas, eletrocardiogramas e eletroencefalogramas.

Na área de atendimento médico direto, o Complexo Ambulatorial dispõe de nove consultórios equipados, com capacidade para receber até 4.320 pacientes por mês. O setor concentra dois serviços principais. O primeiro é o Ambulatório de Seguimento, dedicado à avaliação contínua de recém-nascidos e crianças que receberam alta de unidades neonatais. O segundo é o Ambulatório de Gestação e Puerpério de Alto Risco, criado exclusivamente para fornecer acompanhamento multiprofissional às mulheres com quadros clínicos delicados.

