Correio de Carajás

Com membro afastado, Conselho Tutelar de Marabá toma posse nesta sexta

Karam El Hajjar disse que investigação sobre conselheiro transcorre sob total transparência
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Tomará posse amanhã, sexta-feira (10), no auditório da Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (SEASPAC), o novo Conselho Tutelar de Marabá, que foi renovado em 60% na última eleição que ocorreu, em outubro passado. Apenas quatro dos dez conselheiros atuais permanecerão no cargo para o mandato 2020–2024.

Os dez eleitos são os seguintes: Andreza Lobato, Edivaldo Santos, Jonas Lima, Junhão, Pastor Lourival, Pastora Francy, Paulo César, Régis, Suzy Sacramento e Antônio José. Este último, porém, enfrenta uma grave acusação na Justiça e precisará resolver o imbróglio para exercer a função.

Um dia antes do pleito, uma mulher chamada Luana Carvalho publicou uma séria denúncia em seu perfil na rede social Facebook contra Antônio José, que está no cargo há dez anos e foi reeleito com 508 votos para um novo mandato de quatro. Ela o acusa de extorsão, crime tipificado no Código Penal Brasileiro que prevê pena de reclusão de quatro a dez anos, e multa. Além da polícia, o caso está sendo apurado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que fiscaliza as ações dos conselheiros, e pelo Ministério Público Estadual.

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Em sua denúncia, bastante comentada na plataforma, Luana disse que precisou se ausentar da filha, deixando a criança com o pai na fazenda onde ele trabalhava para procurar emprego em outra cidade. A partir daí, de acordo com a mulher, tudo desandou. Quando ela voltou a Marabá, descobriu que a filha estava morando com outra pessoa sem o seu conhecimento, “(…) então surgiu uma pessoa que disse ser conselheiro (tutelar) e me cobrou três mil reais pra (sic) me devolver minha filha. Ameaçou me denunciar pra (sic) um juizado para menores se eu não pagasse esse valor, aí eu me deixei levar pelas conversas e paguei 1500,00 reais pra (sic) ele, e depois depossitasse (sic) mais 1500,00. Aí eu refleti esse canalha me extorquindo, aproveitando a situação, usando de má fé (sic) para me roubar. Essa pessoa chama-se Antonio José da Silva Souza”.

CONSELHEIRO NEGA

Espontaneamente, Antônio José veio à Redação do CORREIO no fim da tarde do dia 7 de outubro do ano passado, menos de 24 horas depois da divulgação do resultado oficial, para dar sua versão sobre o caso. Contou que Luana já foi acusada em outras ocasiões de dar filho para alguém cuidar e depois começa a extorquir as pessoas. “Na verdade, ela deixou a filha de dois anos com sua mãe, para cuidar, e foi embora de Marabá e falou pra (sic) avó fazer o que quisesse com a menina”.

A avó, segundo o conselheiro tutelar, deu a criança para uma pessoa bem conhecida em Marabá criar. A mãe foi embora para a cidade de Balneário Rincão, Santa Catarina. Depois, ela retornou e queria a filha de volta. Ele, como conselheiro tutelar, soube do caso e foi interceder para que a criança voltasse amigavelmente para os cuidados da genitora.

Ainda segundo Antônio José, agradecida pela forma como ele tratou o caso, documentando e sem denunciá-la às autoridades, Luana teria indagado como poderia ajudá-lo em sua campanha eleitoral. “Eu disse que o ideal seria votando, mas que isso era impossível porque ela não reside mais em Marabá. Com isso, ela prometeu me enviar uma certa quantia em dinheiro”, contou.

Depois, estranhamente, ela passou a enviar mensagens exigindo que ele devolvesse o dinheiro que teria exigido dela. “Começou a pedir R$ 5.000,00, depois R$ 3.000,00 e, por último, R$ 1.500,00. Tenho documentos assinados pela mãe dela e pelo pai da menina que testificam que ela (Luana) é acostumada a fazer isso com as pessoas”, disse.

Na avaliação de Antônio José, ou tem alguém por trás de Luana Carvalho para tentar prejudicá-lo, ou a mulher apenas queria se beneficiar ao tentar extorqui-lo. “Por isso, eu fui no domingo mesmo à delegacia para responsabilizá-la civil e criminalmente”, diz.

SUPLENTE

Procurado pela reportagem, o secretário de Planejamento Karam El Hajjar, que também responde pelo CMDCA, disse que o caso está sendo conduzido em caráter de total transparência pelo Conselho, e que, até o encerramento do processo, não é possível culpar ou inocentar Antônio José. Afirmou, também, quando questionado, que o conselheiro reeleito tomará posse nesta sexta assim como os outros, mas que permanecerá afastado a fim de manter a integridade das investigações.

Como Antônio José seguirá apartado do Conselho Tutelar, quem desempenhará sua função até o devido processamento da denúncia é Ana Quele Silva Melo (conhecida como Quelle do Lalá), que garantiu a suplência. Conforme um site que informa dados de filiações partidárias em todo o país, até 2016 ela era membro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), estando associada à sigla desde o ano de 2003.

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