Correio de Carajás

Coluna fala de saúde há 700 edições

O médico Nagilson Amoury é um dos profissionais mais respeitados da região e escreve para a coluna de saúde do CORREIO há mais de 700 edições
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Marabaense formado em Medicina pela UFPA e que depois escolheu dedicar-se à profissão em sua terra natal, Nagilson Amoury é um dos profissionais de saúde mais respeitados da região. Muito querido pelos seus pacientes, pela dedicação a quem atende e simplicidade no trato com as pessoas, ele assina coluna sobre saúde aqui no CORREIO, desde a edição 1.085. São, portanto, mais de 700 edições da coluna, todas as segundas-feiras, sem falta. O médico tem prazer nesse compromisso com o leitor do Jornal, para o qual não recebe remuneração, participando como um articulista voluntário.

Para a edição de aniversário do CORREIO, Nagilson avalia essa parceria e fala sobre a importância de alcançar as pessoas com dicas semanais que interferem positivamente em suas vidas cotidianas. Leia a entrevista:

CORREIO – Doutor Nagilson, tinha noção que já são mais de 700 edições como nosso colunista? Como vê essa marca de 36 anos do CORREIO?

Leia mais:

Nagilson – Tenho a dizer que é uma honra muito grande fazer parte da família CORREIO, desde quando ainda se chamava Correio do Tocantins. Escrevo para o jornal desde sua edição de número 1.085 até os dias de hoje, e vejo a imprensa como uma necessidade social de grande abrangência, que tem a meta de informar e manter o poder de comunicação para o bem comum da sociedade civil organizada. Antes o jornal era somente por escrito, hoje avançou tanto que tem seu parque gráfico ampliado, e sua atuação evoluiu como mídia online e em redes sociais.   

CORREIO – O que o motivou a escrever esse tempo todo para o jornal, apenas como colaborador voluntário e sem falhar?

Nagilson – Foi através de um convite feito pelo jornalista Mascarenhas Carvalho, fundador do CORREIO, quando retornei da especialização em São Paulo, para trabalhar em Marabá. Ele, um homem visionário que muito contribuiu para o desenvolvimento da região em vários aspectos. Viu que na área da saúde local havia uma lacuna muito grande de informação e de respostas para um assunto tão carente à época, que era a saúde pública e privada. Assim, paulatinamente ao crescimento da cidade, as intervenções em saúde foram sendo realizadas e de certa forma contribuiu para que a cidade e a região fossem evoluindo.

CORREIO – De que maneira a sua parceria com o CORREIO contribuiu para essa evolução?

Nagilson – Contribuiu com a informação médica e afins, produzida antes da influência da internet para uma população leiga e autoridades no sentido de emitir informações técnico profissionais. Assim, informava, esclarecia, mostrava temas na área da saúde pública, contribuindo para que naturalmente a cidade e a região fossem amadurecendo através de suas autoridades de gestão mostrando a necessidade da implantação da melhoria dos serviços. Bem melhoria das instalações locais, como a implantação do Hospital Regional e até mesmo da Faculdade de medicina entre outros.     

CORREIO – O que significa fazer semanalmente a coluna médica?

Nagilson – Por ser médico tenho a necessidade de estudar rotineiramente. E tenho como Hobby dissertar temas médicos, uma atividade que para mim é praticada nos tempos livres por prazer. Assim sendo, eu consigo unir o útil ao agradável. Que é de ler, escrever nos tempos livres, uma forma de estar me inteirando sempre, e repassar tudo isso a outras pessoas. Isto através de uma linguagem mais simples para que o leitor possa compreender.  

CORREIO – Quais os temas que tiveram mais abrangência nesse período?

Nagilson – A medicina é uma ciência antiga, sempre em evolução e que nos dias de hoje apresenta um aparato tecnológico de suporte bastante avançado. Uma ciência com um leque de abrangência enorme, passa pela saúde física, mental e social. Muitas vezes se recorre ao passado para se aprender com as deficiências tecnológicas ou erros interpretativos de época, ou até mesmo para que se conduza melhor patologias antigas que ressurgem no presente. De uma forma geral, não temos uma regra definida. O editor chefe nos dá autonomia sobre os temas, os quais abordamos conforme um eixo de importância no dia a dia. Uma coisa que nos faz acreditar que estamos no caminho certo, são os e-mails que recebo de leitores da coluna médica que escrevo, e inclusive sugerindo temas a serem escritos.   

CORREIO – Qual a importância de esclarecer a população que tem acesso ao jornal impresso?

Nagilson – A grande maioria das ações de saúde que salvam vidas são implementadas com medidas simples, como por exemplo lavar as mãos. Mais importante do que tratar moléstias, é preveni-las. Mais fácil que aderir a protocolos técnicos, é fazer com que o leigo possa compreender aquele assunto de uma forma mais simples. Assim, muitas vezes se consegue atingir um leitor, usuário ou não do sistema público de saúde, a percorrer um outro caminho que não o das filas, sem perder tempo num câncer, por exemplo.   

CORREIO – O que mais acomete a população do ponto de vista de saúde pública?

Nagilson – O que mais acomete a saúde da população geral em primeiro lugar são as doenças cardiovasculares (como diabetes, pressão alta, cardiopatias), em segundo lugar o trauma (como acidentes urbanos e de trabalho, ferimentos por arma branca e de fogo), e em terceiro lugar o câncer, que em algumas situações já ultrapassam o trauma. O que serve de eixo para que políticas públicas de gestão tenham seus eixos bem direcionados, e mais efetivos.

CORREIO – Em medicina existe alguma regra geral que norteia a classe?

Nagilson – Uma premissa básica em medicina é que quando se está prevenindo, estamos ganhando a guerra. Quando estamos tratando, já estamos perdendo. Porém, quando há necessidade de tratamento estabelecido em doenças agudas ou crônicas, o consenso de investigação e conduta, das sociedades médicas especializadas, direcionam ao tratamento protocolar a ser seguido, como regra. Por outro lado, também em medicina, os cuidados paliativos para um paciente terminal, também tem seu valor no atendimento e na dignidade humana.

CORREIO – O que tem a falar da formação médica atual?

Nagilson – Comumente as pessoas pensam que o fato de vestir branco já é médico e pode andar por aí consultando e fazendo procedimentos invasivos. Atualmente, perdeu se o bom senso na formação de médicos com a abertura de novas faculdades e sem critérios adequados. A grande maioria delas sem a mínima possibilidade de formar adequadamente seus alunos.

Existia um professor apresentador de programa de TV que dizia: “não estude em faculdade ruim, a vítima vai ser você!”. Mas hoje, é pior ainda, observamos médicos recém-formados, sem especialização, atendendo, e ainda pior, muitas vezes praticando intervenções cirúrgicas e endoscópicas invasivas em várias áreas, o que é muito mais grave. Destas atitudes, boas coisas não podem sair. 

CORREIO – Para finalizar, o que mais tem a dizer o nosso articulista de saúde?

Nagilson – Antigamente o médico era o todo poderoso, o pleno da equipe no atendimento à saúde do paciente. Hoje, ao contrário, o importante é o paciente, o usuário do sistema de saúde. E o bom senso direciona para que a equipe multidisciplinar seja o consenso no atendimento, para que se atinja os melhores resultados.

Parabéns a este grupo de comunicação pelo aniversário de 36 anos, e desejo que continue no seu papel fundamental de informar a população sempre em luta para melhor proporcionar o bem comum. (Da Redação)

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