Pai de duas meninas, o biólogo Alexandro Bastos faz questão de manter a Carteira Nacional de Vacinação de todos os integrantes da família atualizada. “Ficamos atentos aos anúncios das campanhas para garantir as imunizações, porque acredito que quando nos vacinamos, nós asseguramos a prevenção contra doenças infecciosas graves e contribuímos para a proteção coletiva”, diz.
As campanhas de vacinação são cada vez mais incentivadas pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa. No Pará, a cobertura vacinal avançou em 2026, mas ainda está abaixo do recomendado. A primeira dose (D1) da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 87% de cobertura, enquanto a segunda dose (D2) chegou a 67%. Em 2025, os índices eram de 83,43% e 58,25%, respectivamente.
Especialistas alertam que, mesmo sem casos registrados de sarampo no Estado, manter a vacinação em dia é necessário para evitar a reintrodução do vírus e impedir que a doença volte a circular entre a população. A Sespa acompanha os indicadores de vacinação em parceria com os municípios e orienta estratégias para ampliar a cobertura.
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“A vacinação e a vigilância epidemiológica são fundamentais para evitar a reintrodução do sarampo no Pará. A Sespa trabalha junto aos municípios no acompanhamento das coberturas vacinais, na orientação das equipes de saúde e no incentivo à busca ativa de pessoas com doses atrasadas. Também é importante que a população confira a caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para atualizar as doses necessárias”, destaca Jaíra Ataíde, coordenadora de Imunização da Sespa.
Imunização
A vacina tríplice viral é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A imunização está disponível na rotina dos serviços de saúde, sem a necessidade de esperar por campanhas para colocar a vacinação em dia.
Na infância, a primeira dose é aplicada aos doze meses e a segunda aos 15 meses. Conforme as orientações repassadas pela área técnica, pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da vacina; pessoas de 30 a 59 anos, uma dose; e trabalhadores da saúde, duas doses, de acordo com o histórico vacinal e as recomendações para cada público.
Para verificar se a vacinação está em dia, a população pode consultar a caderneta e procurar uma unidade básica de saúde para receber orientações. Manter o esquema vacinal completo é essencial para ampliar a proteção da população e prevenir o retorno do sarampo ao Pará.
(Agência Pará)
