Correio de Carajás

Chefe de facção morre após confronto com policiais em Parauapebas

Ray Costa Santos, conhecido como ‘Gago’, foi alvo de denúncia anônima por tráfico de drogas e resistiu à prisão em residência do Bairro Tropical.

Homem jovem com camiseta verde e calça escura, parado em ambiente simples, olhando para frente.
Ray morreu após ser atingido por policiais durante uma troca de tiros/ Foto: Divulgação
Por: Milla Andrade com informações de Ronaldo Modesto
✏️ Atualizado em 01/06/2026 15h55

Apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Parauapebas, Ray Costa Santos, conhecido como ‘Gago’, morreu na tarde de ontem, domingo (31), após trocar tiros com policiais militares dentro de uma residência no Bairro Tropical, em Parauapebas.

Uma equipe da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) foi ao local após o homem ser apontado, em uma denúncia anônima, como vendedor de drogas na região. Ele também era suspeito de envolvimento em um homicídio ocorrido no Bairro Jardim América.

Segundo informações da PM, ao se aproximar do local indicado na denúncia, a equipe visualizou Ray em atitude suspeita. Durante a tentativa de abordagem, foi verificado que ele possuía uma arma de fogo. Ao perceber a aproximação dos policiais, o homem teria fugido para uma residência. Conforme a PM, no imóvel ele se abrigou em um cômodo e disparou contra os militares, que revidaram a ação.

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Após ser atingido pelos disparos, ‘Gago’ foi contido. Com ele, foram encontrados uma arma calibre 28, dois cartuchos, sendo um deflagrado e outro intacto, além de 58 gramas de maconha, 10 gramas de cocaína, uma balança de precisão e R$ 600.

Ferido, o homem chegou a ser encaminhado ao Hospital Municipal de Parauapebas, onde recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.

PASSAGENS CRIMINAIS

Ray possuía extensa ficha criminal, com passagens pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas. Ele havia sido preso pela última vez em março, enquanto tentava deixar Parauapebas em um ônibus intermunicipal.

À época, foram encontrados com ele 399 gramas de cocaína, 240 gramas de maconha e cinco munições calibre 22 intactas.

Na ocasião, os autores da prisão informaram que ele já vinha sendo citado em denúncias e aparecia vídeos que circulavam nas redes sociais manipulando drogas e exercendo liderança em um ponto de venda de entorpecentes do Residencial Alto Bonito.