Correio de Carajás

Casos de sífilis preocupam em Parauapebas e Semsa faz conscientização

Palestra sobre prevenção e riscos causados pela sífilis/ Foto: Tina Santos
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O crescimento dos casos de sífilis em Parauapebas já preocupa o setor de saúde do município. Com foco no combate à doença, o tema deste ano da 4ª Semana do Bebê é “Todos pela redução da Sífilis Congênita”, visando à prevenção da doença em bebês.

O evento foi aberto na manhã de hoje, terça-feira, 21, no Plenarinho da Câmara Municipal e segue até o próximo sábado, 25. O evento é realizado pela Supervisão da Rede Cegonha, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Parauapebas (Comdcap).

A semana tem a finalidade de mobilizar a sociedade e o poder público sobre a importância do desenvolvimento na primeira infância e é um evento incentivado com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Durante a semana, serão realizadas ações como palestra, testagem rápida de sífilis, orientação profissional, busca ativa, roda de conversa, entre outras.

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Na abertura da programação, foram ministradas palestras educativas referentes ao tema da semana, mostrado os dados dos casos sífilis no município, modo de prevenção, riscos da doença e alertado sobre a importância da grávida fazer o pré-natal, onde são realizados os exames obrigatórios, entre eles, o teste para a doença.

De acordo com Cleice Reis, supervisora da Rede Cegonha em Parauapebas, durante esta semana todas as unidades de saúde irão realizar testes rápidos para a sífilis, assim como outras atividades relativas ao tema. No sábado, no encerramento da programação, haverá uma grande ação na Praça do Cidadão, com palestras, testagem rápida e orientações à comunidade.

Ela ressalta que o mote da campanha deste ano é a orientação à comunidade sobre a gravidade da sífilis e chamar atenção para a prevenção. “Como se sabe, a sífilis é uma infecção transmitida pela relação sexual e que pode ser passada para o bebê, na chamada transmissão vertical, trazendo sequelas à criança, se não for tratada a tempo”, explica Cleice.

Ainda de acordo com ela, o último relatório sobre os casos congênitos da doença no município mostra que para cada mil bebês nascidos vivos, sete nascem com a sífilis congênita. Ou seja, foi infectado através da mãe portadora da doença.

“Isso é um agravo de saúde pública e nós precisamos trabalhar para reduzir esses casos, que são preocupantes”, alerta, observando que cresceu muito na cidade o número de pessoas com sífilis devido a sexo sem proteção, o que acende o alerta para outros tipos de Doenças Sexualmente Transmissíveis, porque as pessoas relaxaram com a proteção, por meio do uso de preservativos nas relações sexuais.

Em Parauapebas, segundo ela, são registrados em média 45 novos casos de sífilis por mês. “A gente faz um alerta para a importância do uso do preservativo, fazer o teste contra a doença e seguir até o fim o tratamento contra a doença, que tem cura, mas precisa do cuidado correto”, destaca Cleice.

A supervisora chama atenção das mulheres grávidas, orientando que é importante procurar o mais rápido possível uma unidade de saúde, tão logo descubra a gravidez, para iniciar o pré-natal. “Hoje, na primeira consulta de pré-natal já são realizados os testes rápidos para certas doenças, como é o caso da sífilis. Ou seja, se o resultado for positivo, o tratamento começa, para evitar que haja a transmissão ao bebê”, detalha.

Ela pontua que o acompanhamento é durante toda a gestação. “Já na primeira consulta é feito esse mapeamento e, no decorrer das consultas, outros exames serão feitos para avaliar a mãe e o bebê”, diz Cleice, observando que o diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar sequelas causadas pela doença.

Cleice Reis alerta para a importância de a grávida realizar o pré-natal no combate a sífilis congênita

Quando a mulher adquire sífilis durante a gravidez, além da possibilidade de óbito fetal e do abortamento, poderá haver infecção assintomática ou sintomática nos recém-nascidos. Mais de 50% das crianças infectadas são assintomáticas ao nascimento, com surgimento dos primeiros sintomas, geralmente, nos primeiros três meses de vida. Por isso, é muito importante a triagem sorológica da mãe durante o pré-natal e na maternidade.

Acreditava-se que a infecção do feto a partir da mãe com sífilis não ocorresse antes do 4º mês de gestação, entretanto, já se constatou a presença de Treponema pallidum (agente causador da sífilis) em fetos, já a partir de nove semanas de gestação. As alterações observadas na gestante são as mesmas que ocorrem na não-gestante.

A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida.

Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal. Por isso, é recomendado refazer o teste no 3º trimestre da gestação e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. (Tina Santos)

 

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