Correio de Carajás

Caso de Maria da Penha é resolvido “de boa” na delegacia

Na manhã de ontem, segunda-feira (24), policiais militares que estavam de serviço na Nova Marabá apresentaram na delegacia de Polícia Civil, Romário Pereira da Silva, que foi denunciado pela companheira dele por ter chegado em casa embriagado e tê-la ameaçado. A ocorrência se registrou na Folha 6 e os militares foram acionados pela vítima que ligou para o Núcleo Integrado de Operações Policiais (NIOP).

Seria mais um infeliz caso de violência doméstica, mas desta vez existem alguns ingredientes diferentes. O primeiro é que a própria vítima disse que não foi agredida fisicamente e que não desejava “proceder criminalmente” contra seu companheiro, mas buscava apenas uma medida protetiva, para que ele fique longe dela.

Por outro lado, Romário também não aparentava estar transtornado e sequer foi algemado pelos policiais, dada a forma serenidade adotada desde a chegada dos policiais, e tampouco ele foi colocado no camburão. Seguiu até a delegacia no banco detrás da viatura (devidamente escoltado), mas tudo de forma extremamente urbana, como tem que ser em casos que o acusado não ofereça perigo.

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É óbvio que o crime de ameaça é grave e em situações de violência doméstica costuma ser um dos primeiros sinais do aumento na escala de agressões. Mas se a vítima denunciou logo o agressor na primeira ameaça, e as autoridades policiais e judiciárias tomaram logo as medidas legais, é possível que o mal tenha sido cortado pela raiz e cada um seguirá sua vida em paz daqui para frente. É o que se espera.

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Um detalhe nesse caso é que os PMs fizeram sua parte: levaram a vítima em segurança para fazer o Boletim de Ocorrência e apresentaram o suspeito para que a Polícia Judiciária fizesse os procedimentos cabíveis.

(Chagas Filho)