Correio de Carajás

Caso Dara completa 3 anos e família quer novo julgamento do acusado

Fotos: Evangelista Rocha
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Familiares da adolescente, Dara Vitoria Alves da Silva, de 16 anos, se reuniram na Rodovia Transamazônica (BR-230), no Núcleo Cidade Nova, no semáforo próximo à Câmara Municipal de Marabá (CMM), para lamentar os três anos do assassinato e clamar por justiça. A jovem foi morta no dia 27 de agosto de 2017.

Alegando ter agido em legítima defesa, o principal acusado, Albert Pereira Mousinho, foi absolvido por júri popular da acusação de homicídio, sendo condenado apelas por ocultação de cadáver, crime pelo qual não permaneceu preso.

A mãe de Dara, Milza Alves, se diz inconformada com o julgamento e pede que a justiça reveja o caso. “Eu não entendo como um assassino pôde ser absolvido. Eu quero ter certeza que ele [Albert] irá pagar pelo que fez com minha filha”, protesta Milza.

Leia mais:
Mãe de Dara, Milza Alves

Ainda segundo a mãe, o crime foi uma barbárie e deixou um enorme vazio na família, pois Dara era filha única. “Ele está solto, vivendo a vida dele, podendo assassinar outras pessoas. E a nossa vida, como fica? Queremos justiça pelo crime brutal que ele cometeu e a tristeza que causou a nossa família”, diz Milza.

Para o pai, Dalmo Merentino, a falta de Dara será eterna, mas o pedido de justiça permanece.

Dalmo Merentino, pai de Dara

“Minha filha era uma boa moça, ela estudava, fazia aulas de dança, inglês. Compramos um terreno para ela, ao lado de nossa casa, pois ela cuidaria de nós quando ficássemos idosos. Eu peço que a justiça faça um novo julgamento, pois um assassino não pode ficar impune dessa forma”, protesta Dalmo.

RELEMBRE O CASO

Albert foi julgado em junho de 2019 pelo crime cometido em agosto de 2017 e, na ocasião, condenado à pena de 2 anos e 6 meses em regime aberto, sendo substituída a pena por duas penas restritivas de direitos. Foi determinada a expedição do Alvará de Soltura e a revogação da preventiva pelo crime de homicídio.

O outro réu, Redimar Sousa Leite, acusado de ter ajudado Albert Mousinho a se livrar do corpo da adolescente respondia apenas pelo crime de ocultação de cadáver e foi absolvido da acusação. A defesa dos dois acusados foi feita pelo defensor público Allyson de Castro.

O caso teve ampla repercussão, não apenas pela forma como a vítima foi encontrada: completamente nua na beira do Rio Itacaiúnas, no Bairro Amapá, mas também pela forma como Albert foi preso.

Ele trabalhava como vigilante na agência do Banco do Brasil do Amapá e tentou sair de lá com certa quantia em dinheiro para fugir, mas o plano deu errado e ele acabou fazendo clientes e funcionários do banco como refém.

Aliás, é somente por causa desse crime do banco que o ex-vigilante continuou cumprindo pena no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA) e ainda assim em regime semiaberto.

O JULGAMENTO

Segundo a denúncia, no dia 27 de agosto de 2017, Albert trafegava de motocicleta pelas ruas do Bairro Amapá, em Marabá, quando a vítima, de 16 anos, acenou para que ele parasse, ocasião em que subiu na garupa, disse se chamar Luana e sugeriu que fossem comprar drogas para juntos consumirem.

A acusação afirma que Albert comprou seis papelotes de maconha e seguiram para a residência dele, onde passaram a consumir o entorpecente. A vítima então teria se despido e ambos mantiveram relações sexuais. Em determinado momento, houve uma confusão e, segundo o acusado, foi surpreendido pela vítima que tentava atingi-lo com uma faca.

Ele afirma ter segurado a adolescente pelo braço fazendo-a soltar a faca. Em seguida ele a deitou na cama e colocou uma das mãos no pescoço dela, apertando. Depois, colocou a outra mão e continuou a apertar até que a vítima morreu.

Após Dara ser assassinada, Albert retirou o corpo da cama, enrolou em um lençol, colocou embaixo da cama, deitou-se e esperou o amanhecer. No mesmo dia, em companhia de Redimar, utilizando o veículo deste, os dois levaram o corpo no porta-malas até as margens do Rio Itacaiunas, onde o atiraram na ribanceira.

A investigação apontou que o vigilante Albert teria oferecido um lote de terras a Redimar caso este o auxiliasse na ocultação. A defesa de Albert alegou legítima defesa. (Zeus Bandeira)

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