Correio de Carajás

Marinha descarta rio em buscas por José Arthur em Eldorado

Após varredura exaustiva com sonar, Marinha conclui que menino não está no leito do rio. Força-tarefa intensifica buscas por terra e ar.

Por: Texto: Da Redação | Reportagem: Rayane Pontes – TV Correio
✏️ Atualizado em 04/04/2026 15h34

A angústia da família do pequeno José Arthur Sousa Barros, de apenas 1 ano e 6 meses, completa 10 dias neste sábado (4). O menino desapareceu misteriosamente na tarde do dia 26 de março, enquanto brincava no quintal de casa, na Vila Peruana, no Assentamento Lorival Santana, zona rural de Eldorado do Carajás. Nesta sexta, as buscas ganharam um contorno decisivo com a atuação da Marinha do Brasil, que descartou a possibilidade de a criança estar no leito do rio próximo à propriedade.

A operação, que já é considerada uma das maiores da região, concentrou esforços nos recursos hídricos locais. Utilizando equipamentos de alta tecnologia, como o sonar Side Scan, as equipes da Marinha realizaram um mapeamento detalhado do fundo do rio.

O capitão de Corveta Toledo, da Marinha do Brasil, explicou a precisão do trabalho realizado, em entrevista a Rayane Pontes, da TV Correio. “Nós fizemos a sondagem em todo o leito do rio e conseguimos verificar ao fundo três objetos que o Side Scan permite que a gente consiga ver. Em seguida, indicamos aos mergulhadores, que foram lá conferir. Nesses objetos, deu para descartar que não era o menino procurado”, detalhou o oficial.

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A varredura foi exaustiva para não deixar margem a dúvidas. “Todo o rio foi varrido três vezes, de montante a jusante, e nada realmente foi encontrado em todo esse leito. A gente pode descartar que no rio, pelo menos no leito ali do rio, ele não se encontra”, cravou o Capitão Toledo. Ele ressaltou ainda que a soma das forças de segurança pública com a Marinha otimiza as buscas e tenta trazer um pouco mais de conforto à família ao eliminar essa trágica possibilidade.

Operação integrada e barreiras

Com a hipótese do rio descartada, a força-tarefa mantém o foco nas buscas por terra e ar, além da investigação criminal. A operação integra equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícia Penal e agentes da Secretaria de Meio Ambiente (Semas) de Parauapebas. O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) também atua no local com um helicóptero, auxiliando na varredura aérea da extensa área de mata.

Paralelamente, a polícia mantém um cerco rigoroso nas estradas da região, trabalhando fortemente com a hipótese de que a criança possa ter sido levada. Barreiras continuam abordando veículos, ônibus e vans, em um esforço contínuo de coleta e entrega de informações.

Investigação em andamento

Enquanto as equipes de resgate vasculham o terreno, a Polícia Civil segue com a investigação. Mais de 12 pessoas já foram ouvidas, incluindo familiares, vizinhos e trabalhadores da região. Imagens de câmeras de segurança de propriedades vizinhas e de vias de acesso estão sendo analisadas, e dados de torres de telefonia foram levantados para identificar quem esteve na área no momento do desaparecimento.

A Polícia Científica também já realizou perícias no local, mas, até o momento, o paradeiro de José Artur permanece um mistério. A família, desesperada, continua apelando por qualquer informação que possa levar ao menino.

As autoridades reforçam que qualquer detalhe, por menor que pareça, pode ser crucial. Denúncias anônimas podem ser feitas através do Disque Denúncia (181), da Polícia Militar (190) ou pelo telefone (94) 99263-9435. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

O capitão de Corveta Toledo, da Marinha do Brasil, explicou a precisão do trabalho realizado