Correio de Carajás

Caminhoneiros paralisaram

Rodovias em Marabá e outros municípios tiveram pontos de greve/ Fotos: Josseli Carvalho
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Dezenas de caminhoneiros paralisaram suas atividades em Marabá. Eles afirmam que o reajuste do preço do óleo diesel e demais gastos tem inviabilizado a definição do valor do frete cobrado, prejudicando dessa forma tanto os próprios motoristas quanto as transportadoras. No Pará, o valor do km rodado é de R$ 2,10.

Segundo os motoristas, o preço não acompanha a tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que no último dia 24 de abril publicou uma resolução no Diário Oficial da União (DOU) com a atualização da tabela do frete, que contém os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A revisão dos valores está prevista na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, instituída pela Lei 13.703 de 2018, sempre que houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional.

A tabela do frete foi uma das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram as estradas de todo o país em maio do ano passado. Desde então, a medida que instituiu uma política de preço mínimo tem gerado repercussão no setor produtivo.

Leia mais:
Luís Paulo Dias de Souza: “Paralisamos porque queremos que chegue ao mínimo da tabela”

De acordo com o caminhoneiro Luís Paulo Dias de Souza, as empresas do Pará não acompanharam o valor do reajuste do frete. “O governo liberou a tabela de preço que, no mínimo, o valor é de R$ 2,90, só que as empresas daqui do estado congelaram em R$ 2,10 e só querem pagar isso. Paralisamos porque queremos que chegue ao menos no mínimo da tabela”, explica.

Questionado pela Reportagem do CORREIO, o motorist

Paulo Gomes de Oliveira Filho: “Tudo aumenta. O combustível, a manutenção, as peças, menos o frete”

a Paulo Gomes de Oliveira Filho, afirma que, além de Marabá, os caminhoneiros também paralisaram suas atividades em outros municípios do estado, como Goianésia do Pará, Xinguara, Santa Isabel e Castanhal. Segundo eles, não há previsão para término da paralisação. “O valor do frete está congelado há uns oito anos. Tudo aumenta. O combustível, a manutenção, as peças, menos o frete”, reivindica.

 

Entenda

A Tabela de frete foi uma das principais demandas da greve dos caminhoneiros, que durou dez dias em maio de 2018.

A greve teve repercussões drásticas para a economia brasileira, que deixou de movimentar R$ 26 bilhões. A paralisação interrompeu o fornecimento de produtos essenciais, como por exemplo, ração às granjas, o que causou a morte de 70 milhões de aves.

Além disso, aulas em escolas e universidades foram suspensas e mantimentos básicos como o pão sumiram das prateleiras dos mercados.

Para encerrar a greve, os caminhoneiros fizeram três demandas: tabela de frete mínimo, redução do preço do diesel e isenção de pedágio para eixos suspensos nos caminhões.

A tabela de frete passou a vigorar com a publicação da resolução nº 5.820 em 30 de maio de 2018, durante o governo Michel Temer. Desde então, houve 11 alterações no teor do texto, incluindo atualização de valores cobrados pelos fretes.

Todas as demandas foram respeitadas, mas em 2019 a tabela de frete voltou a ser discutida pelo governo e foi anunciada pela Agência Nacional de transportes terrestres (ANTT) uma audiência pública para discutir a tabela. (Karine Sued e Josseli Carvalho)

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