Caminhar 7 mil passos por dia reduz significativamente os riscos de uma ampla variedade de problemas graves de saúde, de acordo com a maior revisão de evidências já realizada até o momento, divulgada nesta quinta-feira (24).
A meta mais promovida para as pessoas que monitoram o número de passos é 10.000, embora esse número tenha supostamente surgido em uma campanha de marketing da década de 1960 para um pedômetro japonês.
A prática de caminhar 7.000 passos por dia foi associada a uma redução de 38% no risco de demência, 25% menos risco de doenças cardíacas, 22% menos risco de depressão e 14% menos de diabetes.
Embora o número de passos não influenciasse se uma pessoa tinha ou não câncer, as pessoas que caminhavam mais tiveram 37% menos probabilidade de morrer em razão da doença em comparação com as que andavam menos passos.
“Mais é sempre melhor”, diz cientista
“Embora 10.000 passos por dia ainda possa ser uma meta viável para as pessoas mais ativas, 7.000 passos por dia estão associados a melhorias clinicamente significativas nos resultados de saúde e podem ser uma meta mais realista e alcançável para alguns”, escreveram os autores no artigo publicado no Lancet Public Health.
“Você não precisa dar 10.000 passos por dia para obter grandes benefícios à saúde”, disse Paddy Dempsey, coautor do estudo e pesquisador médico da Universidade de Cambridge. “Os maiores ganhos ocorrem antes dos 7.000 passos, e a partir de então os benefícios tendem a se estabilizar”, explicou.
Dempsey enfatizou que as pessoas que já conseguem dar 10.000 passos ou mais devem continuar a fazê-lo. Mas, para as que podem achar 7.000 passos algo um tanto assustador, ele diz “não desanimem”.
“Se você só dá de 2.000 a 3.000 passos por dia, tente adicionar mais 1.000 passos. Isso equivale a apenas 10 a 15 minutos de caminhada leve ao longo do dia”, disse ele.
Andrew Scott, pesquisador da Universidade de Portsmouth, que não participou do estudo, disse que “isso demonstra que, no geral, mais é sempre melhor”. “As pessoas não devem se concentrar muito nos números, principalmente nos dias em que a atividade é limitada”, acrescentou.
(Fonte:G1)


