📅 Publicado em 20/01/2026 08h46
O filhote da raça Boiadeiro Australiano, cruelmente arremessado da Ponte Ana Miranda sobre o Rio Itacaiunas em Marabá, apresenta um quadro de saúde estável e responde bem ao tratamento. Enquanto o animal, chamado de Bob, se recupera dos graves ferimentos, a Polícia Civil avança na investigação e, embora, mantenha sigilo, já teria fortes indícios de quem é o suspeito do crime de maus-tratos.
Bob foi acolhido pelo hospital veterinário da Faculdade Anhanguera com pneumotórax (acúmulo de ar entre o pulmão e a parede torácica), fraturas na pelve e na tíbia, além de múltiplas escoriações. Apesar da complexidade do quadro, a equipe veterinária informou que o animal está clinicamente bem e seu estado geral é considerado estável.
Além dos traumas recentes da queda, o animal já carregava sequelas de um atropelamento anterior.
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Relembre o caso
O resgate de Bob ocorreu na tarde de quinta-feira (16), por volta das 17h20. Uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) realizava uma fiscalização de rotina no rio quando avistou um homem sobre a ponte arremessando uma caixa de papelão na água. Os agentes se deslocaram rapidamente até o local e, ao constatarem que havia um cachorro dentro da embalagem, conseguiram resgatá-lo com vida.
Após os primeiros cuidados na sede da SEMMA, o filhote foi transferido para o Hospital Veterinário da Faculdade Anhanguera, onde permanece internado.
Investigação
As investigações iniciais, conduzidas pela SEMMA e pela Guarda Municipal, levaram à identificação da proprietária do animal, uma mulher que seria residente em Rondon do Pará. Em contato com uma clínica na Folha 31, foi confirmado que Bob estava internado para tratar a fratura na tíbia.
A proprietária teria considerado o custo do tratamento elevado e solicitado que outra pessoa, já identificada, retirasse o animal do local, culminando no ato de crueldade.
A expectativa é que o responsável seja qualificado e responsabilizado criminalmente nos próximos dias, conforme a Lei nº 14.064/2020, que prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda para quem pratica maus-tratos contra cães e gatos.
