📅 Publicado em 09/04/2026 17h07✏️ Atualizado em 09/04/2026 17h10
Na tarde desta quinta-feira (9) a Reportagem do CORREIO voltou ao trecho do Rio Itacaiunas onde cabos de fibra óptica de diversas empresas atravessam o leito do rio, nas proximidades das pontes da BR-230, que ligam a Nova Marabá à Cidade Nova, e constatou que o perigo segue praticamente inalterado mesmo após o acidente registrado nesta quarta-feira (8).
No local, onde dezenas de fios cruzam a rota de embarcações, a equipe verificou que pelo menos três cabos continuam tocando diretamente a água, mantendo o cenário de risco para navegantes. A situação é considerada crítica porque o trecho é amplamente utilizado por pescadores, ribeirinhos e condutores de pequenas embarcações.
Na quarta-feira, uma lancha ficou presa à fiação e quase provocou uma tragédia anunciada. O acidente ocorreu exatamente no ponto já denunciado anteriormente pelo CORREIO, onde os cabos estão instalados em altura inadequada e funcionam como uma espécie de “barreira invisível” sobre o rio.
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A colisão deixou o piloto ferido, com cortes e sangramento, além de danos à embarcação, reacendendo o alerta para um problema que já havia sido exposto pela reportagem semanas antes. Ainda no início de março, o CORREIO esteve no mesmo local e mostrou que os cabos avançavam sobre o rio, oferecendo risco iminente de acidentes.
Apesar da gravidade do episódio recente, nenhuma solução definitiva foi implementada até esta quinta-feira. As empresas responsáveis pelos cabos apenas realizaram a religação dos fios após o acidente. Uma delas, a Claro, mantinha trabalhadores na área até meados da tarde, tentando reposicionar a fiação.
Mesmo assim, o cenário permanece inseguro. Com o nível elevado do rio neste período chuvoso, a distância entre a água e os cabos diminui ainda mais, agravando o risco de novos acidentes. A permanência de fios submersos ou muito baixos indica que outras embarcações podem enfrentar situações semelhantes ou até mais graves.
A repetição do problema reforça a percepção de negligência por parte das empresas responsáveis, já notificadas anteriormente por autoridades. Enquanto não houver intervenção estrutural e definitiva, o trecho segue como uma armadilha para quem depende do Rio Itacaiunas para trabalho ou lazer.

