Correio de Carajás

Buscas por José Artur chegam ao 8º dia com reforço de sonar e helicóptero

Força-tarefa aguarda melhora do tempo para intensificar varredura em igarapé e represa; barreiras policiais continuam abordando veículos na região

Fileira de caminhonetes brancas, incluindo uma viatura da Polícia Militar, estacionadas ao ar livre em um terreno com grama e terra.
Imagens: TV Correio Parauapebas
Por: Da Redação
✏️ Atualizado em 02/04/2026 17h48

O desaparecimento do pequeno José Artur Sousa Barros, de apenas 1 ano e 6 meses, completa oito dias nesta quinta-feira (2), mantendo em angústia a família e mobilizando uma das maiores operações de busca já registradas na zona rural de Eldorado do Carajás. O menino sumiu misteriosamente na tarde do dia 26 de março, enquanto brincava no quintal de casa, na Vila Peruana, localizada no Assentamento Lorival Santana.

Apesar do tempo decorrido sem pistas concretas, a força-tarefa montada pelas forças de segurança do Estado não recuou. Pelo contrário, a operação ganhou novos reforços tecnológicos e táticos. Segundo a repórter Rayane, que acompanha os trabalhos diretamente da Vila Peruana, a operação integra equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícia Penal, além de agentes da Secretaria de Meio Ambiente (Semas) de Parauapebas.

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O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) também foi acionado e está no local com um helicóptero para auxiliar na varredura aérea da extensa área de mata e propriedades rurais. As equipes, no entanto, enfrentam o desafio das condições climáticas e aguardam a melhora do tempo para que as buscas avancem com maior efetividade.

Novas tecnologias

A estratégia de busca agora se concentra fortemente nos recursos hídricos próximos à residência da família. O Coronel Dayvid, da Polícia Militar, que coordena parte das ações no local, informou que a operação aguarda a chegada de um equipamento de sonar.

“Estamos esperando chegar o sonar para ser instalado aqui no igarapé, para que a gente possa fazer toda a batida, todo o rastreamento do entorno, tanto subindo como descendo o rio, como também na represa que existe aqui nas proximidades da propriedade”, detalhou o oficial. Nos dias anteriores, uma escavadeira já havia sido utilizada para drenar parte dessa represa, mas nada foi encontrado.

Paralelamente às buscas na mata e na água, a polícia mantém um cerco rigoroso nas estradas da região, trabalhando com a hipótese de que a criança possa ter sido levada. “As ações de barreiras continuam, abordando veículos, ônibus, vans, entregando informação e recebendo informação para que a gente possa, cada vez mais, ter a esperança e a oportunidade de encontrar a criança nesses próximos dias”, afirmou o Coronel Dayvid.

Investigação em andamento

Enquanto as equipes de resgate vasculham o terreno, a Polícia Civil segue com a investigação criminal. Mais de 12 pessoas já foram ouvidas, incluindo familiares, vizinhos e trabalhadores da região. Imagens de câmeras de segurança de propriedades vizinhas e de vias de acesso estão sendo analisadas, e dados de torres de telefonia foram levantados para identificar quem esteve na área no momento do desaparecimento.

A Polícia Científica também já realizou perícias no local, mas, até o momento, o paradeiro de José Artur permanece um mistério. A família, desesperada, continua apelando por qualquer informação que possa levar ao menino.

As autoridades reforçam que qualquer detalhe, por menor que pareça, pode ser crucial. Denúncias anônimas podem ser feitas através do Disque Denúncia (181), da Polícia Militar (190) ou pelo telefone (94) 99263-9435. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo. (Com informações de Rayane Pontes – TV Correio)