Correio de Carajás

Brasileiro é povo que mais sente solidão na pandemia, aponta ranking

50% dos brasileiros entrevistados disseram que se sentem solitários, pior índice entre 28 países/ Foto: Getty Images
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Os brasileiros são o povo que mais se sente solitário, de acordo com os resultados de uma pesquisa que ouviu 23 mil pessoas de 28 países.

Segundo o levantamento, realizado entre 23 de dezembro do ano passado e 8 de janeiro deste ano, 50% das mil pessoas entrevistadas no Brasil disseram sentir solidão “muitas vezes”, “frequentemente” ou “sempre”.

O percentual é o maior entre todas as populações ouvidas pela pesquisa, feita pelo instituto Ipsos. Em segundo lugar vieram os turcos, com 46%, seguido pelos indianos (43%) e pelos sauditas (43%).

Leia mais:

Na outra ponta do ranking, os holandeses são o povo que menos sofre de solidão (15%), seguidos pelos japoneses (16%) e poloneses (23%).

Além disso, 52% dos participantes da pesquisa no Brasil afirmaram que esse sentimento de solidão cresceu nos últimos seis meses — 21% disseram que o último semestre deve impactar em sua saúde mental no futuro.

Para Marcos Calliari, presidente da Ipsos no Brasil, os efeitos da pandemia de covid-19, que já matou 259,2 mil pessoas no país até esta quarta-feira (3/3), foram preponderantes para aumentar o sentimento de solidão da população brasileira.

“O brasileiro sofreu demais na pandemia. Os números assustadores de contágio e de mortes, um dos piores índices do mundo, e o longo período de quarentena, ajudam a explicar esse sentimento”, explica à BBC News Brasil.

“Houve também muita turbulência em relação às informações e procedimentos sobre a pandemia. As pessoas ficaram e estão muito confusas e tristes sobre isso”, acrescenta Calliari.

O analista cita outro ponto que pode ter influenciado o resultado no Brasil: o período de festas de fim de ano, momento em que parte da pesquisa foi realizada.

“O brasileiro é um povo bastante gregário. Gosta de estar com a família no Natal e no Ano-Novo. Como vivemos um período de distanciamento social, muita gente se sentiu sozinha nesse período”, explica Calliari.

Para ele, o futuro próximo também não deve mudar os índices.

“Vivemos o pior momento da pandemia. E a tendência é que o sentimento de solidão aumente e, somado à ansiedade e tristeza, isso pode causar problemas sérios de saúde mental no futuro”, diz. (Fonte: BBC)

Comentários

Mais

Bolsonaro faz 'motociata' em SP ao lado de apoiadores

Bolsonaro faz 'motociata' em SP ao lado de apoiadores

O presidente Jair Bolsonaro está em passeata pela cidade de São Paulo, em manifestação organizada por integrantes de clubes de…
Aos 80 anos, morre o ex-vice-presidente Marco Maciel

Aos 80 anos, morre o ex-vice-presidente Marco Maciel

Morreu neste sábado (12), aos 80 anos, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel. Segundo o genro do político, Joel Braga,…
Capacitação de profissionais é aposta para combater trabalho infantil

Capacitação de profissionais é aposta para combater trabalho infantil

No lugar da boneca e do carrinho, a enxada e a vassoura. No lugar do tempo para estudo e descanso,…
Casal passou a morar junto e construiu sua “família”

Casal passou a morar junto e construiu sua “família”

  A história de Juliana Milhomem e Victoria Kaline é semelhante à de Polyana e Amanda. Ambas se conheceram em…
Mulheres que são felizes com outras mulheres

Mulheres que são felizes com outras mulheres

“Consideramos justa toda forma de amor”. Parafraseando Lulu Santos, começamos essa história com o trecho da emblemática música “Toda forma…
Namoro que floresce no meio na pandemia

Namoro que floresce no meio na pandemia

Sílvia e Moisés e se tornaram amigos inseparáveis, contavam tudo um para o outro, até se ajudaram a ficar com…