Correio de Carajás

Brasil e Argentina vivem momentos bem distintos

Visivelmente sem ritmo de jogo, Neymar até brincou com porte físico. Não teve graça/ Fotos: Divulgação

JOGO DOMINGO

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Brasil e Argentina vão se encontrar na tarde deste domingo (5), às 16h, na Neo Química Arena (SP), pela oitava rodada das eliminatórias sul-americanas. Será o primeiro duelo depois da final da Copa América vencida por Los Hermanos, no dia 10 de julho. O Brasil lidera com sete vitórias seguidas, enquanto a Argentina está em segundo, com 15 pontos (4 vitórias e 3 empates). Mas o retrospecto na competição não reflete a atual relação entre torcida e seleção.

O torcedor argentino está com a autoestima lá em cima, com a conquista do título da Copa América sobre o Brasil, que foi o primeiro título com a seleção principal conquistado por Messi, seu maior ídolo desde Maradona. Além disso, bons talentos apareceram na seleção, como De Paul, Lautaro Martínez e Paredes.

Messi também não está em plena forma, mas vive boa fase com a exigente torcida

Já o Brasil vive um momento muito estranho. A seleção de Tite quebrou o recorde de vitórias seguidas em eliminatórias, superando a histórica seleção de João Saldanha, que depois se tornou tricampeã do mundo em 1970, já sob o comando de Zagalo. Mas isso parece não aplacar o desejo do torcedor por um futebol melhor.

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Em sua coluna na UOL, o jornalista Mauro César Pereira, um dos mais influentes da crônica esportiva brasileira, explica que o mal desempenho (apesar dos bons resultados) é algo escancarado. Por isso, o torcedor não está contente.

“As equipes nacionais da América do Sul são fracas, ruins mesmo. Vivemos um dos piores momentos do futebol sul-americano e bater os adversários fragilizados do continente não credencia o time cebeefiano a sonhar com o título mundial”, escreveu em postagem publicada nesta sexta-feira (3).

De fato, as últimas eliminações do Brasil em Copas do Mundo têm sido sempre para adversários europeus, mais organizados taticamente e com boa qualidade técnica, como França, em 2006; Holanda, em 2010; Alemanha (7×1), em 2014; e Bélgica, em 2018.

Diante disso, está nítido que a seleção de Tite chegou no seu teto. O trabalho parece não avançar e – pior – dá indícios de involução. Seria Tite capaz de tirar um coelho da cartola: Só o tempo dirá. Mas (hoje) não há nenhum sinal de que isso ocorra.

Com o Chile

O ataque preocupou na vitória contra o Chile. Vi um Gabigol tático, garçom, mas sem presença de área, sem fome de gol, no estilo Gabriel Jesus na Copa de 2018. Vi um Vinícius Jr. de assistente de lateral, sendo obrigado a dar piques de 60 metros. Mas o que mais me preocupou foi ver um Neymar preguiçoso como nunca e individualista como sempre e que poderia ter sido substituído sem nenhum problema logo aos 60 minutos de jogo. Só não saiu porque ele se chama Neymar.

Mas algo tem que mudar.

(Chagas Filho)

 

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