Nathalie Moellhausen fez história no Mundial da Hungria — Foto: Flavio Florido/Exemplus/COB
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Nathalie Moellhausen conquistou a inédita medalha de ouro no Individual de Espada Feminina para o Brasil após vencer na final a chinesa Sheng Lin, por 13 /12, no golden score, nesta quinta-feira, no Mundial de Esgrima de Budapeste, na Hungria. Além de ter sido campeã mundial, aos 33 anos, a italiana naturalizada brasileira obteve o primeiro pódio da história do país na competição.

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Nathalie comandou o placar durante quase todo o confronto e, ao final, superou Sheng, que chegou a Budapeste na 13ª colocação no ranking mundial. Já a brasileira está na 22ª posição e, após o resultado obtido na competição, subirá alguns degraus na classificação.

O caminho até a final não foi fácil para Nathalie. Nas semifinais, ela derrotou Vivian Kong, de Hong Kong, por 15/11, e não se intimidou frente à terceira colocada no ranking mundial ao ficar à frente do placar durante a maior parte da disputa. Nas quartas de final, quando ao vencer ela já assegurou a medalha de bronze, foi beneficiada pelo uso do VAR, que corretamente anulou um ponto dado à sua adversária, a natural de Luxemburo Lis Rottler, e no golden score a brasileira venceu por 11/10.

Antes, na madrugada desta quinta-feira, Nathalie havia superado a polonesa Renata Knapik-Miazga, por 15/12, e depois passou pela chinesa Mingye Zhu, por 15/10.

Após o Mundial da Hungria, o próximo desafio de Nathalie serão os Jogos Pan-Americanos de Lima. Na capital peruana, ela vai defender as medalhas de bronze obtidas tanto no individual quanto por equipes para o Brasil, em 2015, durante os Jogos de Toronto.

Ao término dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Nathalie começou a competir pelo Brasil e, além das medalhas nos Jogos de Toronto-2015, ela também defendeu o país nos Jogos Olímpicos Rio-2016, quando chegou às quartas-de-final e terminou entre as oito melhores da competição.

Pela Itália, a esgrimista já tinha conquistado uma medalha de ouro por equipes, durante o Mundial da Turquia, em 2009, além das medalhas de bronze nos Mundiais da França, em 2010, no individual, e Itália, em 2011, por equipes.

(Fonte:G1)
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