Correio de Carajás

Biquini Cavadão fala ao Correio de Carajás sobre Rock in Roça e volta aos palcos

Biquini Cavadão apresentará músicas do novo álbum "Através dos Tempos" neste sábado (4) (Imagem: Vinícius Mochizuki)
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Vocalista Bruno Gouveia e guitarrista Carlos Coelho estarão em Parauapebas neste final de semana e concedem entrevista exclusiva

Em 2020, a banda Biquini Cavadão completou 35 anos de história, que seriam comemorados com uma turnê especial da banda carioca, uma das maiores do rock nacional e que fez sucesso principalmente nos anos 80 e 90. Tudo pronto para cair na estrada mais uma vez – se não fosse a pandemia do coronavírus, que colocou o vocalista Bruno Gouveia, o guitarrista Carlos Coelho, o tecladista Miguel Flores e o baterista Álvaro Birita em quarentena, longe dos palcos.

Agora, com o relaxamento das medidas restritivas contra o vírus, a banda está pronta para tomar os palcos de novo, na turnê do novo álbum de inéditas “Através dos Tempos”, o primeiro lançamento do Biquini Cavadão em quatro anos. Principal atração do tradicional festival Rock in Roça, cuja oitava edição ocorre em Parauapebas neste final de semana, a banda, na figura de seu vocalista e guitarrista, cedeu entrevista exclusiva ao Portal Correio de Carajás antes do show deste sábado (4).

Bruno Gouveia e Carlos Coelho cederam entrevista exclusiva ao Portal Correio de Carajás (Imagem: Reprodução)

Com mais de dez álbuns de estúdio no currículo, Bruno Gouveia afirmou que a banda ainda sente o frio na barriga de apresentar novas canções ao seu público. “Todo disco que a gente lança é cercado de expectativa nossa, de estar mostrando algo novo. Queremos saber se as pessoas vão gostar, tornar essas composições parte da vida delas; esse momento é essencial pra qualquer artista, ainda mais depois de tanto tempo parados depois de uma pandemia”, declarou o vocalista.

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O frontman do Biquini Cavadão disse que a banda sempre foi muito recebida no estado do Pará, relembrando o show que fez em Parauapebas há dez anos. “Sempre fomos muito bem recebidos em todas as cidades do Pará, e essa região [de Parauapebas] é muito legal de se fazer shows. É muito bom começar pelo interior! Estamos mortos de saudade e com grandes expectativas para o show de sábado”, afirmou Gouveia.

Carlos Coelho falou sobre o desafio de ter que apresentar músicas inéditas aos fãs, mas também proporcionando velhos clássicos como Tédio, Dani, Vento Ventania e Zé Ninguém – música da qual a organização do VIII Rock in Roça retirou seu tema para 2021: “Aqui embaixo as leis são diferentes”.

“Sempre que gravamos músicas novas, sentimos muito orgulho e vontade de mostrá-las para as pessoas, e a gente tem que achar um lugar para elas para que o show faça sentido. Nós temos músicas que são sucesso, são músicas que se conectam às pessoas e elas querem nos ouvir tocando-as, e o desafio é encaixar essas músicas novas para não deixar o show ‘cair’. Temos todo o cuidado, desde o jogo de luz a até a ordem das músicas, pra que não venha uma música nova e o público saia pra comprar cerveja; queremos que aproveitem nosso show e curtam nossa trajetória”

Coelho declarou que o período de quarentena foi muito difícil para a banda, que há mais de 30 anos só sabe passar os finais de semana em cima de um palco, e que a sensação de fazer um show mudou para ele. “Achei que eu fosse voltar aos shows como a mesma pessoa que eu era, mas estou com uma perspectiva muito mais alegre, mais otimista com o olhar para o futuro”, diz ele, declarando que as músicas do Biquini Cavadão sobrevivem nos corações das pessoas.

O guitarrista, ao ser perguntado sobre o público fã de rock, que fica para trás no cenário musical mainstream, diz que o gênero ainda é respeitado e é o mais longevo da música popular mundial. “São 70 anos desde que o rock entrou nas rádios, e mesmo sem ter a mesma representatividade, continua tendo muito a ver com atitude e juventude”, disse Carlos Coelho.

Quase como quem faz o próprio ‘jabá’, Coelho diz que “até hoje, quando você vê uma propaganda, seja de loja de roupas, de acessórios pra carro, de qualquer coisa… Quando você quer mostrar atitude e jovialidade você coloca uma guitarra na mão de alguém, e a guitarra é o maior símbolo do rock and roll”. Ele encara como normal as pessoas quererem ouvir outros gêneros, mas não deixa de exaltar o som favorito da Biquini Cavadão.

Para finalizar, Gouveia deixa o recado para quem vai no Rock in Roça: “Foram praticamente 20 meses sem se movimentar em shows, mas estamos mudando isso a partir de agora. E é no estado do Pará, que sempre nos recebeu com carinho; em Parauapebas, que nos leva uma energia muito grande a cada vez que passamos por aqui. Quero convidar a todos para este sábado abrirmos as comportas dessa represa de emoção e fazermos desse um grande show”. (Juliano Corrêa)

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