Correio de Carajás

Bancários do Pará aprovam greve por tempo indeterminado a partir de sexta-feira

A decisão foi tomada após assembleia geral extraordinária, com 91,6% dos participantes votando a favor da paralisação contra propostas da Fenaban.

Por: Da Redação

Bancários de instituições públicas e privadas do Pará decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta sexta-feira (4). O Banpará não está incluído no movimento. A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária, durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026.

Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará, 91,6% dos participantes votaram a favor da paralisação. Outros 6,82% se posicionaram contra e 1,51% preferiram não opinar. A votação ocorreu após a apresentação e a análise da proposta encaminhada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Na avaliação do sindicato, o reajuste salarial oferecido e as questões específicas discutidas nas mesas de negociação dos bancos públicos não atendem às reivindicações dos trabalhadores.
Em declaração divulgada pelo sindicato, a presidente da entidade, Tatiana Oliveira, afirmou que o resultado da votação expressa a insatisfação dos bancários com as condições apresentadas pela Fenaban e pelos bancos. Ela também convocou os trabalhadores para a organização do movimento paredista, previsto para começar na sexta-feira.

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Campanha nacional

A paralisação está inserida na Campanha Nacional dos Bancários de 2026, que reúne negociações sobre remuneração, manutenção de empregos e defesa dos bancos públicos. De acordo com o sindicato, a mobilização vem sendo acompanhada de atos realizados em agências de diferentes regiões do Pará.

Entre os problemas apontados pela entidade estão o fechamento de agências, a redução do número de funcionários e o adoecimento de trabalhadores, que, segundo o sindicato, estaria relacionado ao acúmulo de funções e à pressão pelo cumprimento de metas.

Outro ponto destacado pelo Sindicato dos Bancários do Pará é a preservação da chamada Mesa Única. O modelo reúne trabalhadores de bancos públicos e privados nas negociações coletivas e está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho desde 2003.

A entidade afirma que esse formato está novamente ameaçado por tentativas de fragmentação das negociações. Para o sindicato, a manutenção de uma mesa comum é importante para preservar a unidade da categoria durante a campanha salarial.