Correio de Carajás

Após vídeo viralizar, mulher procura delegacia para esclarecer que casal não tentou sequestrar criança

Aline de Jesus Barros procurou a Delegacia de Polícia Civil para esclarecer o caso/ Imagens: Ronaldo Modesto
Por: Theíza Cristhine e Ronaldo Modesto
✏️ Atualizado em 29/07/2026 14h18

Aline de Jesus Barros procurou a Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas na manhã desta terça-feira (28) para esclarecer que o caso divulgado nas redes sociais como uma suposta tentativa de sequestro do filho dela foi, na verdade, um mal-entendido.

A repercussão das imagens levou um casal de vendedores de roupas a ser apontado como suspeito por diversas páginas de notícias da cidade, embora, segundo ela, não tenha havido qualquer crime. O casal também esteve na delegacia mas preferiu não falar com a imprensa.

Em entrevista ao Correio de Carajás, Aline de Jesus conta que o vídeo tomou grandes proporções e páginas de notícias divulgaram as imagens como sendo uma tentativa de sequestro, no dia 23, no Bairro Ipiranga.

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Na ocasião, um carro parou nas proximidades da casa de Aline. Ao perceber o veículo, ela saiu para buscar o filho que estava brincando ali próximo por precaução. “Eu estava dentro de casa. A porta é um pouco recuada e acredito que eles nem tenham me visto. Quando vi a traseira do carro, saí correndo para pegar meu filho. A moça desceu do veículo e, pela minha expressão de assustada, acredito que nem falou comigo”, relatou.

Ainda segundo Aline, quando o carro começou a sair, o homem, um dos ocupantes do carro, perguntou se ela queria comprar roupas. Ainda desconfiada, ela respondeu que não, mas a situação continuou incomodando e ela decidiu seguir o veículo para entender o que estava acontecendo.

Ao alcançar o carro, os ocupantes voltaram a oferecer roupas para venda. Enquanto a mulher iria mostrar as peças, o motorista precisou dar marcha à ré por causa do trânsito e de uma motocicleta que passava pelo local. Em seguida, o vendedor desceu para apresentar os produtos.

Mesmo assim, Aline afirmou que, por ainda estar nervosa, preferiu não ver as roupas e foi embora. Somente depois percebeu que havia interpretado a situação de maneira equivocada. “Eu acho que eles estavam super de boa. Foi no meu nervosismo que entendi da forma errada, do jeito errado, na maneira errada e na hora errada”, afirmou.

Após o episódio, vídeos começaram a circular nas redes sociais apontando uma suposta tentativa de sequestro, interpretação que acabou sendo reproduzida por diversas páginas que se identificam como de notícias.

Segundo Aline, ela entrou em contato com os vendedores, conversou com a família e confirmou que se tratava de trabalhadores que estavam vendendo roupas na região. “São pessoas de bem, trabalhadoras. Conversei com eles e está tudo esclarecido entre a gente”, disse.

Diante da repercussão, ela decidiu procurar a delegacia para registrar oficialmente o esclarecimento e tentar evitar que a informação continue sendo compartilhada de forma equivocada. “São vidas que estão sendo divulgadas por causa de um mal-entendido. Estou tomando a responsabilidade de vir aqui esclarecer esse ocorrido”, declarou.

Aline também fez um apelo às páginas e perfis que divulgaram o caso como uma tentativa de sequestro. Segundo ela, algumas já removeram as publicações e compartilharam o vídeo em que a mulher esclarece o ocorrido. Outras, porém, não responderam aos contatos. “Teve muitas páginas que apagaram o vídeo anterior e repostaram a minha retratação. Mas também teve página que eu mandei mensagem, enviei o vídeo e não tive retorno. Espero que também publiquem o esclarecimento.”

Ela finalizou reforçando que o objetivo é reparar o mal-entendido e preservar a imagem dos vendedores.

O Correio de Carajás não divulgou as imagens que circulavam nas redes sociais justamente por não ter conseguido ouvir todos os envolvidos no episódio. Como não foi possível checar a veracidade dos fatos naquele momento e apresentar as diferentes versões do caso, o jornal optou por não veicular o vídeo até que houvesse esclarecimentos oficiais.