Correio de Carajás

Após prisão na Operação Pentágono, família divulga nota em defesa de Pablo Henrique

No comunicado, parentes afirmam que Pablo não tem envolvimento direto com práticas criminosas e foi induzido a emprestar conta bancária.

Homem barbudo com camiseta do Bart Simpson e algemas em frente a um fundo verde com logos 'correio'.
Segundo a família, a participação de Pablo no crime foi induzida por terceiros/ Foto: Divulgação
✏️ Atualizado em 11/04/2026 09h11

A família de Pablo Henrique de Sousa Franco divulgou uma nota pública após a prisão dele, ocorrida na quarta-feira (8), em Marabá, durante a terceira fase da Operação Pentágono.

No comunicado, os familiares afirmam que Pablo não tem envolvimento direto com práticas criminosas. Segundo a nota, ele teria sido induzido por terceiros a emprestar a própria conta bancária para a realização de uma transferência, sem conhecimento da origem ilícita dos valores e sem obter qualquer benefício com a operação.

A defesa apresentada pela família também sustenta que os verdadeiros responsáveis pelo crime seguem sendo investigados e que um dos envolvidos diretamente no caso está foragido. Pablo permanece preso preventivamente enquanto as autoridades concluem as investigações. Os familiares dizem confiar que os fatos serão esclarecidos e que a inocência dele será comprovada.

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Na parte final da nota, a família de Pablo Henrique faz um apelo por cautela nas relações pessoais e agradece o apoio recebido, pedindo respeito enquanto o caso segue em apuração.

A prisão de Pablo Henrique ocorre três anos após o assalto a uma transportadora de valores em Confresa, no Mato Grosso, em abril de 2023, considerado um dos episódios mais violentos já registrados no estado. Na ocasião, moradores foram usados como escudo humano durante a ação criminosa, o que deixou marcas profundas na população local.

Contra Pablo pesa um mandado de prisão preventiva por roubo majorado, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

A Operação Pentágono é coordenada pela Polícia Civil do Pará e do Mato Grosso e tem como objetivo cumprir 97 ordens judiciais, entre mandados de prisão, buscas e bloqueios de contas bancárias.