Correio de Carajás

Alta no preço do açaí não intimida os consumidores

Alimento continua presente na mesa dos consumidores mesmo com a alta do preço./Foto: Evangelista Costa
Alimento continua presente na mesa dos consumidores mesmo com a alta do preço./Foto: Evangelista Costa
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Habitualmente consumido com farinha de mandioca ou tapioca, associado ao peixe, camarão ou carne, o açaí é o alimento básico das populações de origem ribeirinha, porém, nos últimos anos, o açaí caiu no gosto popular, ganhando vários modos de preparo nas mais diferentes regiões do Brasil. No período de janeiro a julho, costumamos dizer que estamos na entressafra do açaí – período entre uma safra e outra – correspondendo de 20% a 30% da produção do Estado do Pará.

Em Marabá, os consumidores já começaram a sentir o impacto da escassez do alimento. O litro do açaí que costuma ser vendido habitualmente entre R$ 8 e R$10, no período da entressafra pode chegar a R$ 25.

A REPORTAGEM DO CORREIO visitou um ponto de venda de açaí localizado no Núcleo Nova Marabá, e encontrou Chaiane Rodrigues, que revela que compra o produto pelo menos 3 vezes na semana. Mesmo com o valor elevado, ela afirma que não deixou de adquirir. “O açaí aqui é puro, o local é limpo, conseguimos ver ele sendo preparado enquanto esperamos, por isso não me importo em pagar um pouco a mais pela qualidade e bom serviço”, explica a consumidora.

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Chaiane Rodrigues revela que compra o alimento pelo menos 3 vezes por semana./Foto: Evangelista Rocha

Na Feira da Folha 28, uma das vendedoras mais antigas de açaí, Vanderleia Machado, conhecida como “Lora do Açaí”, explica que realmente o produto está escasso no mercado.

Tendo mais de 12 anos de trabalho, Lora explica, que diante deste cenário, é preciso ter muitos conhecidos e intermediários, para que os vendedores não fiquem nenhum período sem o açaí. “Eu compro de produtores de Igarapé-Mirim, Pacajá, Anapu e Santarém. Possuo o carro para buscar se for preciso, porém, mesmo assim, nesse período o valor fica um pouco mais elevado”, afirma.

Vanderleia Machado, a “Lora do Açaí” diz que consumidores não deixaram de comprar o produto./Foto: Evangelista Rocha

Com tantos anos no mercado, ela diz que conseguiu fazer a diferença entre os concorrentes, já que sempre vende o açaí por um preço um pouco mais baixo. “Além de ter fornecedores de outros lugares que já são meus parceiros de anos, por isso acabo comprando a saca um pouco mais barata, eu também possuo uma fazenda arrendada para a minha própria produção, por isso eu tenho açaí o ano inteiro”.

Em relação as vendas, a empreendedora explica que os clientes se mantiveram fiéis mesmo com a alta do açaí, diminuindo apenas a quantidade por eles comprada. “Se um cliente levava 5 litros, hoje leva 2 litros, mas eles não deixaram de comprar”, finaliza.

A reportagem levantou entre os comerciantes que o valor da saca do açaí de 50kg, está saindo no valor de R$ 300 a R$ 400.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) o Estado do Pará é o maior produtor nacional de açaí, com um volume anual estimado em mais de 1.320.150 toneladas. Estima-se que 30% da produção e comercializada para outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília.(Ana Mangas)

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