Correio de Carajás

Águia mobilizado para se isolar na liderança

Além da derrota do Paysandu para a Tuna, outro fator que ajuda o Águia é a valiosa oportunidade de pegar um Clube do Remo fragilizado nesta quinta-feira

O time do professor Júlio César tem a chance de se isolar na liderança do Parazão 2026/ Foto: Gustavo Souza/Águia de Marabá
Por: Por Chagas Filho

Dono do melhor ataque e da melhor defesa do Parazão até aqui, o Águia de Marabá tem uma missão difícil: peitar o Clube do Remo em pleno Baenão, em Belém. Mas essa partida tem um ingrediente diferente: o Leão atuou ontem pelo Brasileirão da Série A, no Mangueirão, contra o Mirassol-SP, também em Belém. Diante disso, o time que enfrenta o Águia nesta quinta-feira (4) anda longe de ser o titular.

Mas, como isso não é problema do Águia, o Azulão Marabaense vai com força total pra esse jogo, que pode lhe garantir a liderança isolada do Parazão 2026, principalmente porque na rodada seguinte ocorre o clássico RE-PA. Ou seja, o jogo contra o Águia acontece entre duas partidas importantíssimas para o Remo.

Dentro desse cenário favorável, caso o Águia de Marabá faça sua parte, vencendo o Leão, os deuses do futebol ainda podem ajudá-lo na sequência do campeonato.

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Diferente da maioria dos times do interior, o Águia de Marabá tem entre seus trunfos um elenco farto. Prova disso é que nos dois primeiros jogos, os melhores jogadores vieram do banco de reservas: Kukri foi o melhor na estreia, enquanto Bagagem foi o destaque no jogo passado. Um substituiu o outro e cada um fez um gol de falta.

Além de ter um bom elenco para o nível do Parazão, o Águia tem a seu favor uma estrutura que vem funcionando muito bem. Começa pelo Departamento Médico, que garantiu que o elenco iniciasse a temporada com todos os jogadores à disposição.

Outro fator importante é a forma como o treinador do time, Júlio César Nunes, vem usando seu elenco, fazendo trocas no intervalo dos jogos e mexendo bastante no time para conseguir resultados. “É um torneio, eu sempre digo que é um campeonato curto, a gente não tem tempo pra ficar, talvez, mantendo uma equipe… a gente precisa já ter um efeito grande dentro do jogo”, explica Júlio César.