Correio de Carajás

Águia de Marabá caiu de pé na Copinha 2026

Time marabaense foi eliminado nos pênaltis pelo Juventude-RS e saiu de cabeça erguida. Mas com a sensação de que daria para ter avançado um pouco mais.

Meninos do Águia de Marabá fizeram boa campanha, mas acabaram eliminados nos pênaltis/Foto: Gustavo Sousa/Águia de Marabá
Por: Por Chagas Filho

Quando o jogador Ícaro bateu o pênalti de cavadinha e a bola caiu no colo do goleiro Joaquim, foi decretado o fim da aventura do Águia de Marabá na Copinha 2026. Quem passou para a terceira fase foi o Juventude-RS. Mas isso não resume o que foi o Águia na Copa São Paulo de Futebol Júnior, porque assim é o futebol.

Em sua primeira participação no torneio, o Águia de Marabá se classificou em um grupo difícil, com o Botafogo-RJ (campeão carioca) e o Taubaté-SP (time da casa). Além disso, teve em Kukri uma das estrelas da competição até aqui. Mas ele teve que deixar o certame precocemente, pois assim é o futebol.

O problema todo é que o Águia chegou a sentir o cheirinho da classificação, pois saiu na frente do placar no seu primeiro mata-mata, com um golaço de Kukri, e viu que o diabo não era tão feio como pintaram. Dava pra ter vencido nos 90 minutos regulamentares. Mas depois sofreu o empate. E, mesmo assim, nunca andou perto de ser eliminado no tempo normal. O problema foi nas cobranças de pênalti. E assim é o futebol.

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Todos os cinco batedores do Juventude colocaram a bola na rede, assim com os quatro primeiros batedores do Águia. Mas na última cobrança da série de cinco chutes, o bom Ícaro inventou; quis voar com asas de cera, como o Ícaro da mitologia grega, e caiu, porque voou perto demais do sol, tentou algo que, neste momento de carreira, está além de suas possibilidades. Assim é o futebol.

Bater um pênalti de cavadinha é se colocar no limite entre a genialidade e o ridículo. Grandes craques já fizeram essa escolha e se deram mal. Ele se arriscou demais e seu time inteiro pagou o preço por isso. Mas a culpa não é só dele. Todos ganham juntos e todos perdem juntos. Assim é o futebol.

E, no longo percurso de quase 2,5 mil quilômetros, entre Guaratinguetá (SP) e Marabá (PA), Ícaro e seus companheiros devem estar pensando em como tudo poderia ter sido diferente. Devem estar pensando o quanto a escolha de um pode mudar o destino de todos, porque assim é o futebol.