Correio de Carajás

Águia 2×0 Tuna Luso: a vitória da coragem

O treinador do time fez uma mudança arriscada, ao tirar o lateral esquerdo no intervalo e colocar dois pontas daquele lado. Ele apostou tudo e venceu!

Homem de camisa polo com emblema em campo de futebol, conversando com outro de costas.
Júlio César fez uma mexida ousada e conseguiu sua primeira vitória na Série D/Foto: Gabriel Soares/TV Correio (SBT)
Por: Chagas Filho
✏️ Atualizado em 27/04/2026 17h40

A vitória do Águia de Marabá por 2×0 sobre a Tuna Luso foi um dos triunfos mais significativos do time marabaense nesta temporada, mais até do que a vitória sobre o Clube do Remo, pela Copa Norte, onde o Águia está sobrando.

É que no jogo de sábado (25), pela Série D, no Zinho Oliveira, contra a Tuna, Azulão estava mais pressionado e seu treinador teve que dar um “all in” (apostou todas as suas fichas) para sair vencedor do confronto.

É preciso primeiro compreender o contexto no qual o jogo estava inserido. O Águia de Marabá vinha de três empates na Série D, sendo dois em casa, estando momentaneamente fora da zona de classificação. Ou seja: àquela altura um empate ou uma derrota seriam um fracaço para o time.

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Para piorar, o primeiro tempo foi muito fraco. A Tuna, equipe visitante, só não foi para o intervalo vencendo porque o goleiro Iago Hass fez uma defesa incrível no finalzinho do primeiro tempo. Ou seja, o cenário era caótico.

No vestiário, além de cobrar uma mudança de postura dos seus atletas, o técnico Júlio César fez uma troca que já estava “anunciada”: tirou Carlos Maia, que participou pouco do jogo, e colocou a joia Kukri, para dar mais dinâmica ao time. Mas não foi só isso.

O “pulo do gato” foi tirar o lateral esquerdo Cássio (uma das melhores contratações do time) e colocar o meia-atacante Diogo Carlos. Com isso, Welsey foi para a lateral esquerda e foi aí que o jogo virou.

Diogo Carlos vinha receber a bola, enquanto Wesley atacava em profundidade. Mas Diogo Carlos não se limitou ao lado esquerdo: “flutuava” na frente da área do adversário, caindo inclusive pela direita, onde deu um passe para Felipe Pará abrir o placar, no oportunismo, debaixo da trave.

O segundo gol foi ainda mais emblemático: a Tuna foi pra cima, buscando o empate. O meia Wanderlan foi desarmado dentro da área por ninguém menos que Wesley, que estava de lateral esquerdo, dando combate. Ele mesmo deu o lançamento de quase 60 jardas para o excelente Alex, que rolou “com açúcar e com afeto” para Felipe Pará escorar de pé esquerdo diante do goleiro Vinícius, que virou torcedor debaixo da trave sem nada poder fazer.

“Eu sempre falo que é preciso ter coragem”, declarou Júlio César, em coletiva ao final do jogo, onde disse também que os jogadores acreditaram na sua ideia e a executaram muito bem.