Correio de Carajás

Advogado condenado a 22 anos de prisão no Tocantins é localizado em Canaã

Condenado a 22 anos de reclusão por fraude, Roberto continuava praticando o mesmo crime

A Polícia Civil de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, cumpriu mandado de prisão preventiva contra Roberto Almeida Ferreira, investigado por falsificação de documentos públicos e particulares, apropriação indébita e uso da advocacia para aplicar fraudes contra clientes e instituições financeiras.

A prisão ocorreu na quarta-feira (26), no centro do município, no momento em que ele saía de uma sala de aula onde ministrava um curso.

Os policiais chegaram até o advogado após uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Canaã dos Carajás, em parceria com o Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) de Tucuruí e a Divisão Estadual de Narcóticos. O mandado judicial foi expedido pela 2ª Vara de Augustinópolis, no Tocantins.

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De acordo com a Polícia Civil, Roberto foi condenado a 22 anos de prisão pelos crimes e teve sua inscrição na OAB suspensa. Apesar disso, as investigações indicaram que ele residia em Canaã e ministrava aulas à noite em um curso de Direito. A prisão só foi possível após a polícia realizar campana nos endereços onde ele provavelmente estaria. O advogado foi detido por volta das 22 horas e a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Canaã foi informada sobre a prisão.

GOLPE COM NOME DE CLIENTE

Segundo o mandado de prisão expedido pela Justiça, a investigação apontou que Roberto falsificou uma procuração e um comprovante de residência de uma cliente falecida para firmar um acordo judicial indevido e receber valores pertencentes a terceiros.

O Ministério Público solicitou a prisão preventiva do advogado destacando que ele já havia sido condenado pelo mesmo crime anteriormente e continuava praticando fraudes. Além disso, mesmo com a suspensão da OAB, ele ignorou as decisões judiciais e as medidas aplicadas antes.

O mandado de prisão preventiva foi a solução encontrada para impedir que Roberto continuasse cometendo crimes. O MP também solicitou a suspensão total de seu registro funcional na OAB.

Após a prisão, o advogado foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Canaã, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.

(Milla Andrade com informações da Polícia Civil)