Correio de Carajás

Adolescente agride companheira

Na manhã de ontem (9), policiais militares do Posto Policial Destacado (PPD) da Vila Sororó, km 35 da Rodovia BR-155, entre Marabá e Eldorado do Carajás, prenderam um adolescente infrator, acusado de espancar a companheira dele, Daniele Souza da Silva, de 18 anos, que está grávida de três meses. Ele também agrediu a irmã dela. O caso se registrou na terça-feira (8), um dia depois que a Lei Maria da Penha completou 13 anos.

Na delegacia, a vítima disse que vinha apanhando do adolescente desde que começou a morar com o acusado há sete meses. Daniele contou que nunca havia denunciado o companheiro primeiro porque este prometeu mudar de comportamento, e depois – quando ficou claro que ele não iria mudar – passou a dizer que seria capaz de matar quem o denunciasse. Mas desta vez ele passou dos limites.

“Nós tava tudo brincando, aí minha irmã falou com ele, mas ele desceu o tapa na cara da minha irmã”, relata a vítima, que apresentava um hematoma no olho direito, resultado da última agressão sofrida pelo adolescente.

Leia mais:

Também presente na delegacia, acompanhando a filha, Edmar Roberto da Silva, pai de Daniele, confirmou que foi ele quem fez a denúncia contra o genro. Ele disse que já sabia que a filha era agredida pelo adolescente, mas vinha relevando. Porém, agora, quando este passou a bater na outra filha, todos os limitares foram ultrapassados. “Nem eu não bato nos meus filhos, principalmente na cara. Aí eu não aguentei e denunciei”, relata.

Responsável pela apreensão do adolescente infrator, o cabo J Morais, da Polícia Militar, confirmou para o jornal que foi o pai da vítima quem acionou a polícia, porque Daniele tinha muito medo de procurar ajuda. “A gente sempre fala a todas as mulheres que não tenham medo, denunciem, procurem a polícia para que sejam feitos os procedimentos”, relata.

Ainda de acordo com ele, no momento em que os policiais foram à casa dele, no final da tarde de terça, o adolescente havia fugido, mas ontem pela manhã, por volta das 6h, a guarnição composta também pelos soldados Jonas e De Paula, os militares capturaram o acusado e o levaram para a 21ª Seccional urbana de Polícia Civil em Marabá.

De acordo com o delegado Vinícius Cardoso das Neves, o acusado foi apreendido, pois esta é a medida socioeducativa prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em casos de crimes violentos. Ele será apresentado na manhã desta quinta-feira (10) à Promotoria de Infância de Juventude.

Saiba Mais

Depois de 13 anos de vigência da Lei Maria da Penha, o Brasil ainda apresenta uma taxa de 13 feminicídios por dia, mas nem todos são registrados assim. Desde 2015 a lei brasileira prevê o crime de feminicídio como um dos tipos de homicídio qualificado. Considerado crime hediondo, o feminicídio acontece quando o assassinato de uma mulher envolve “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os números colocam o Brasil em quinto lugar em casos de violência doméstica.

(Chagas Filho)

 

Na manhã de ontem (9), policiais militares do Posto Policial Destacado (PPD) da Vila Sororó, km 35 da Rodovia BR-155, entre Marabá e Eldorado do Carajás, prenderam um adolescente infrator, acusado de espancar a companheira dele, Daniele Souza da Silva, de 18 anos, que está grávida de três meses. Ele também agrediu a irmã dela. O caso se registrou na terça-feira (8), um dia depois que a Lei Maria da Penha completou 13 anos.

Na delegacia, a vítima disse que vinha apanhando do adolescente desde que começou a morar com o acusado há sete meses. Daniele contou que nunca havia denunciado o companheiro primeiro porque este prometeu mudar de comportamento, e depois – quando ficou claro que ele não iria mudar – passou a dizer que seria capaz de matar quem o denunciasse. Mas desta vez ele passou dos limites.

“Nós tava tudo brincando, aí minha irmã falou com ele, mas ele desceu o tapa na cara da minha irmã”, relata a vítima, que apresentava um hematoma no olho direito, resultado da última agressão sofrida pelo adolescente.

Também presente na delegacia, acompanhando a filha, Edmar Roberto da Silva, pai de Daniele, confirmou que foi ele quem fez a denúncia contra o genro. Ele disse que já sabia que a filha era agredida pelo adolescente, mas vinha relevando. Porém, agora, quando este passou a bater na outra filha, todos os limitares foram ultrapassados. “Nem eu não bato nos meus filhos, principalmente na cara. Aí eu não aguentei e denunciei”, relata.

Responsável pela apreensão do adolescente infrator, o cabo J Morais, da Polícia Militar, confirmou para o jornal que foi o pai da vítima quem acionou a polícia, porque Daniele tinha muito medo de procurar ajuda. “A gente sempre fala a todas as mulheres que não tenham medo, denunciem, procurem a polícia para que sejam feitos os procedimentos”, relata.

Ainda de acordo com ele, no momento em que os policiais foram à casa dele, no final da tarde de terça, o adolescente havia fugido, mas ontem pela manhã, por volta das 6h, a guarnição composta também pelos soldados Jonas e De Paula, os militares capturaram o acusado e o levaram para a 21ª Seccional urbana de Polícia Civil em Marabá.

De acordo com o delegado Vinícius Cardoso das Neves, o acusado foi apreendido, pois esta é a medida socioeducativa prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em casos de crimes violentos. Ele será apresentado na manhã desta quinta-feira (10) à Promotoria de Infância de Juventude.

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Depois de 13 anos de vigência da Lei Maria da Penha, o Brasil ainda apresenta uma taxa de 13 feminicídios por dia, mas nem todos são registrados assim. Desde 2015 a lei brasileira prevê o crime de feminicídio como um dos tipos de homicídio qualificado. Considerado crime hediondo, o feminicídio acontece quando o assassinato de uma mulher envolve “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os números colocam o Brasil em quinto lugar em casos de violência doméstica.

(Chagas Filho)

 

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