📅 Publicado em 22/01/2026 11h50
Nesta quinta-feira (22) é dia de Tribunal do Júri em Marabá. O Correio de Carajás acompanha o julgamento de Jhonatan Alves Bairro, acusado de tentativa de feminicídio contra a própria companheira, crime ocorrido no dia 1º de dezembro de 2024, no interior da loja Havan, localizada em frente ao Aeroporto de Marabá.
Logo no primeiro momento das oitivas, foram ouvidas a vítima Larissa da Conceição Souza e a irmã dela, Jeslayne da Conceição Silva. Foram ouvidos também Sabrina Sá; policial penal que interveio para conter o agressor; o companheiro de Sabrina, além de uma policial militar que atendeu a ocorrência. O julgamento é presidido pelo Tribunal do Júri e acompanhado por representantes do Ministério Público e da defesa.
Durante seu depoimento, Larissa relatou que manteve um relacionamento de aproximadamente quatro anos com o acusado, período marcado por conflitos e episódios de agressividade verbal e física. Segundo ela, os dois haviam terminado recentemente e, no dia do crime, Jhonatan passou a ameaçá-la com uma faca, exigindo insistentemente que ela entregasse um aparelho celular. “Ele só parou de ameaçar quando saiu o tiro”, afirmou a vítima.
Leia mais:Larissa também disse que nunca havia procurado a polícia anteriormente e que só depois do ocorrido soube que o acusado já teria sido violento em outros relacionamentos. A vítima contou ainda que se sentiu insegura após o episódio e deixou o local de trabalho cerca de um mês depois.
Já a irmã da vítima, Jeslayne da Conceição Silva, confirmou a agressividade do acusado e afirmou que tentou intervir para evitar algo mais grave. Segundo ela, chegou a pedir para que Jhonatan largasse a faca, alertando que ele “acabaria com a própria vida”. Jeslayne relatou que o acusado chegou a correr atrás dela com a arma branca e que acabou ferindo seu dedo ao tentar impedir a agressão. Ela também destacou que várias pessoas pediam para que ele soltasse a faca, até que uma policial à paisana agiu para neutralizá-lo.
Ainda foi ouvida a delegada Alana Araújo, policial responsável pela presidência do inquérito, que detalhou os procedimentos adotados durante a investigação e os elementos reunidos para embasar a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Relembre o caso
Por volta das 15h40 do dia 1º de dezembro de 2024, Jhonatan entrou na loja Havan, em Marabá, e passou a ameaçar sua ex-companheira com uma faca. Larissa trabalhava na lanchonete da empresa, próxima à entrada do estabelecimento. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o momento em que o agressor segura o cabelo da mulher e exige que ela entregue um celular.
Durante a ação, uma policial penal, Sabrina Sá, que estava grávida e à paisana, interveio e efetuou um disparo para conter o agressor, atingindo-o na cabeça. A ação evitou que a vítima fosse ferida. Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao hospital. A mulher não sofreu ferimentos. Até aquele momento, a loja não havia emitido nota oficial sobre o ocorrido.
