📅 Publicado em 10/09/2026 15h21
O indivíduo Weverson Huge Ribeiro da Silva será ouvido em Audiência de Instrução nesta sexta-feira (11), na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no Fórum de Justiça de Marabá. Weverson foi preso no dia 8 de julho pelo assassinato de Marli Pereira da Silva, que era recepcionista do Grupo CORREIO, num dos crimes que mais causaram revolta nos últimos tempos em Marabá.
A audiência, que está agendada para as 11h da manhã, será presidida pelo juiz Alexandre Hiroshi Arakaki. Ele deve ouvir, além do acusado, 10 testemunhas, sendo duas arroladas pela defesa e oito pela acusação.
Depois da audiência, o Poder Judiciário abrirá prazo de cinco dias para o Ministério Público fazer suas alegações e mais cinco dias para que a defesa também se manifeste.
Leia mais:Passado esse trâmite, o juiz vai formar sua convicção para decidir se pronuncia ou não o acusado. Caso ele seja pronunciado (que é o mais provável), será marcada a data para a realização para do Tribunal do Júri, para que Weverson sente no banco dos réus e seja julgado pelo crime.
A reportagem do CORREIO entrou em contato, por telefone, com os advogados José Rodrigues e Diogo Morais, que têm a difícil missão de defender Weverson nesse processo. Mas eles disseram que só vão se manifestar em juízo.

O CRIME
Marli Pereira da Silva foi encontrada morta no Rio Tauarizinho, em Marabá, no dia 10 de março deste ano. Segundo a investigação, ela teria sido asfixiada e jogada no rio após uma possível luta corporal. Praticamente quatro meses depois, a Polícia Civil prendeu o ex-colega de trabalho da vítima, Weverson Huge, apontado como único suspeito do feminicídio.
Como ele se manteve calado por todo esse tempo, até hoje não se sabe exatamente o que motivou o crime. Sabe-se que vítima e acusado tinham um relacionamento. Tudo leva a crer que Marli queria o fim dessa relação, mas ele não aceitava.
