📅 Publicado em 04/03/2026 10h08
A jovem que está sumida nas águas do Rio Tocantins, em Marabá, desde a noite desta terça-feira (3) se chama Átila Isabelly Pereira Dias e tem 15 anos. O Correio de Carajás teve acesso à família dela, que soube por terceiros sobre a ocorrência, por volta das 21 horas. O Corpo de Bombeiros ficou de retomar as buscas pela garota nesta manhã (4).
Isabelly, ao contrário do que era especulado na orla, não está grávida. Pelo que se sabe, ela tomava parte em uma festa realizada numa chalana (flutuante), que está à altura da praia do Tucunaré, hoje submersa. A certa altura da noite, ela e a amiga próxima que era a sua companhia do passeio, resolveram atravessar para orla, a pretexto de irem embora para suas casas.
A partir daí as histórias divergem. O condutor da moto aquática (jet-ski), agora identificado pela polícia como sendo Diego Veras Cruz, alegou que estava apenas dando carona para as duas e que não teria feito nada de diferente para ensejar o naufrágio do jet. Testemunhas que estavam na orla, próximo à rampa da colônia de pescadores, afirmam que ele promovia manobras arriscadas quando a embarcação adernou.
Leia mais:Aparentemente nenhum dos três estava utilizando coletes salva-vidas. Assim que caíram na água, os três foram imediatamente levados pela forte correnteza no local. Diego se agarrou num flutuante que está a poucos metros a margem e as outras duas jovens foram levadas pela água, enquanto gritavam por socorro. Ato contínuo, pessoas na orla também se desesperavam com a situação.
Uma das meninas foi resgatada da água rio abaixo, à altura da rampa dos restaurantes e socorrida por uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Em seguida levada ao Hospital Municipal, mas não tem risco de morte. Átila Isabelly segue desaparecida.
O Correio também levantou que Isabelly reside na Folha 29 da Nova Marabá, mas foi moradora do Km 7 por muitos anos, onde tem muitos amigos. A mãe é comerciária e trabalha numa grande revenda de veículos da cidade. Ela está inconsolável e nutre esperanças de encontrá-la com vida.
Polícia
Quanto às providências formais, um trecho do boletim de ocorrência registrado na Seccional de Polícia Civil, chama a atenção e diz exatamente isso: “Constatou-se que a embarcação era conduzida por Diego Veras Cruz, CPF nº 014.xxx, o qual não possui habilitação para condução de embarcação motorizada, encontrando-se, ainda, visivelmente embriagado no momento do ocorrido”.

O jornal apurou que o homem foi ouvido e depois liberado, porém foi lavrado um auto de constatação de embriaguez e instaurado um inquérito para apurar os fatos.
As demais pessoas que estavam na festa no flutuante também podem ser chamadas para prestar depoimentos formais.
