Correio de Carajás

Acidente com jet-ski: ponto do lago de Tucuruí onde Guilherme sumiu tem 40 metros de profundidade

Por: Da Redação
✏️ Atualizado em 12/10/2026 19h55

Com o anoitecer nesta segunda-feira (12), as buscas por Guilherme Henrique Lima de Oliveira, de 19 anos, foram paralisadas no lago da barragem de Tucuruí, na cidade de Breu Branco. Já são mais de 30 horas desde que o jovem submergiu nas águas do rio Tocantins, após cair do jet-ski que conduzia, durante um passeio no domingo (11), em frente à praia e à orla de Breu Branco.

O Corpo de Bombeiros do Pará enviou mergulhadores profissionais de Belém, que se somaram às equipes do grupamento de Tucuruí. No entanto, o nível de dificuldade é grande por causa das características do local: o trecho tem até 40 metros de profundidade e pouca visibilidade.

Entenda

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Morador de Jacundá e filho do empresário Antônio Henrique Costa de Oliveira, Guilherme passeava de jet-ski com mais duas pessoas. Informações iniciais apontam que ele caiu da moto aquática durante uma manobra e estaria sem colete salva-vidas. O jovem aproveitava o feriado prolongado na orla de Breu Branco, onde passeios de moto aquática são comuns.

O primeiro-tenente BM Sampaio, subcomandante do 8º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) de Tucuruí, informou que a equipe foi acionada no domingo, por volta das 17h. Os bombeiros fizeram o reconhecimento da área e buscas superficiais. Às 18h30, uma equipe colocou uma lancha na água com um mergulhador, mas as buscas foram suspensas durante a noite e retomadas nesta segunda-feira, com a chegada de mergulhadores do Grupamento Marítimo Fluvial, enviados de Belém.

“As principais dificuldades aqui são a profundidade, de até 40 metros, a difícil visibilidade e muita lama no fundo”, explicou Sampaio. Segundo ele, o mergulho noturno nessas condições colocaria em risco a vida dos bombeiros e não teria respaldo legal. A equipe também recebeu apoio de um pescador da região, que conhece o lago e forneceu informações sobre o local.

O tenente reforçou a importância do uso de colete salva-vidas em embarcações e motos aquáticas, mesmo por quem sabe nadar. “É indispensável que você, mesmo sabendo nadar, ao entrar em uma moto aquática ou qualquer embarcação, use o colete salva-vidas”, recomendou.