Um lutador de jiu-jítsu foi preso após agredir duas mulheres em um condomínio no Maracanã, zona norte do Rio, na madrugada de ontem.
Lucas Portela Fontana Gomes, 32, teria iniciado uma briga em sua própria casa, com gritarias e agressões, em um edifício na avenida Maracanã. Não está claro com quem ele brigava em casa. Vizinhos acionaram a polícia após ouvir a confusão, mas o homem passou a invadir outros apartamentos e a gritar que mataria a todos no prédio, de acordo com relato policial.
Uma vizinha que teve o apartamento invadido conseguiu fugir com a família pelas escadas. Gomes, então, entrou em outra residência e agrediu uma mulher de 65 anos, que foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar e segue internada. Detalhes sobre o estado de saúde e lesões sofridas não foram divulgados.
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Outra vizinha encontrou o lutador no elevador quando subiu para verificar a situação e prestar socorro à vítima anterior. Em um vídeo de câmera de segurança obtido pelo UOL, ela aparece sendo socada, chutada e estrangulada por cerca de três minutos. Com o fim das agressões, a mulher sai ferida e ensanguentada. Ela foi socorrida à mesma unidade municipal de saúde.
Policiais militares e guardas civis estiveram no prédio logo após as agressões. Segundo a polícia, o homem lutou com um dos agentes e foi baleado na perna. Ele foi encaminhando ao hospital Souza Aguiar.
Horas depois, polícia pediu a prisão preventiva de Gomes, que foi aceita pela Justiça e cumprida nesta manhã no condomínio. Em seguida, foi transferido para o presídio de Benfica. Ele responderá pelos crimes de tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência.
O UOL tenta localizar a defesa de Gomes. O espaço segue aberto para manifestação.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.
(Fonte: UOL)
