Correio de Carajás

UEPA capacita agentes para identificar madeira e carvão vegetal em Marabá

As atividades serão realizadas no Laboratório de Ciência e Tecnologia da Madeira, na Xiloteca JIGw, no campus VIII da UEPA, em Marabá

Atividades voltadas à formação de agentes públicos que atuam na fiscalização ambiental/Foto: Reprodução
Por: Luciana Araújo

Com o objetivo de formar agentes públicos que atuem na fiscalização ambiental, Marabá receberá duas edições do Curso de Identificação Anatômica de Madeira e de Carvão Vegetal de Espécies Comerciais da Amazônia. A capacitação é uma iniciativa da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e ocorrerão de 9 a 13 de novembro e de 30 de novembro a 4 de dezembro.

A primeira sessão será destinada a 15 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) que atuam em Marabá. A segunda capacitará outros 15 profissionais da PRF de diferentes delegacias do Pará.

Cada turma terá 32 horas de atividades, incluindo aulas teóricas, demonstrações laboratoriais, identificação de espécies e simulações de situações reais de fiscalização.

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O curso é promovido pela UEPA por meio da Xiloteca Joaquim Ivanir Gomes (JIGw), estrutura científica que atua na identificação de madeira e carvão vegetal. O trabalho inclui a emissão de laudos técnicos que auxiliam órgãos de fiscalização a identificar possíveis irregularidades no comércio e no transporte desses produtos.

Segundo a organização da capacitação, um dos desafios nessa área é identificar a composição e a origem do carvão vegetal, que nem sempre correspondem às informações declaradas nos documentos florestais. Por isso, a formação busca aproximar o conhecimento científico da universidade das atividades de fiscalização ambiental.

A iniciativa conta com apoio institucional do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). A infraestrutura científica utilizada foi fortalecida com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da chamada Identidade Brasil – Recuperação e Preservação de Acervos 2024.