Correio de Carajás

Facção pode ter executado jovens em balneário de Marabá

Bruna Beatryz, 22, e Alice Kethely, 15, foram encontradas mortas no Balneário Água Fria; polícia investiga autoria e motivação.

Duas mulheres jovens em pé lado a lado em um ambiente externo à noite.
As duas jovens foram executadas na manhã desta quarta. Uma delas tinha apenas 15 anos
Por: Chagas Filho
✏️ Atualizado em 28/10/2026 09h21

Um crime bárbaro chocou a cidade de Marabá na manhã desta quarta-feira (28). Duas jovens, identificadas como Bruna Beatryz dos Santos de Sousa, de 22 anos, e Alice Kethely Menezes da Silva, de apenas 15 anos, foram assassinadas a tiros na zona rural de Marabá.

O caso ocorreu por volta das 6h30, no Balneário Água Fria, localizado na Estrada do Geladinho. De acordo com as informações repassadas pela Polícia Militar, o Núcleo Integrado de Operações (NIOP) acionou as equipes após receber informes sobre disparos de arma de fogo no estabelecimento.

Ao chegarem ao local, as guarnições da Polícia Militar, sob o comando do 4º BPM (Batalhão Tocantins), confirmaram o óbito das duas vítimas. Os corpos apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na cabeça.

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O responsável pelo balneário tentou socorro imediato acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas foi informado de que nenhuma ambulância poderia ser enviada naquele momento, pois todas as unidades estavam em atendimento de outras ocorrências.

A área foi imediatamente isolada e preservada pelas equipes de segurança até a chegada de policiais do Departamento de Homicídios e da Polícia Científica, para realizar os procedimentos de perícia e remoção dos corpos.

Até o momento, o caso está envolto em mistério. Segundo a polícia, nenhuma testemunha foi encontrada no local do crime e ainda não há informações sobre a autoria, as características do atirador ou a motivação por trás do duplo homicídio.

As forças de segurança da área, com o apoio do Oficial de Dia do 4º BPM, seguem em diligências intensas pela região com o objetivo de localizar e prender o autor ou autores do crime.

A Reportagem deste CORREIO apurou, com fontes da polícia, que o crime pode ter sido cometido por membros de facção que atuam na área. Mas esta é apenas uma das linhas de investigação.