📅 Publicado em 16/10/2026 15h05✏️ Atualizado em 16/10/2026 15h08
A professora Heidiany Moreno recorreu à Polícia Civil após ser vítima de violência política. Enquanto gravava um vídeo dentro do seu automóvel, a docente foi surpreendida por dois adolescentes, estudantes da Escola Geral do Veloso, que arrancaram um adesivo colado no veículo. O caso se deu em Marabá.
Apesar do susto inicial, a professora decidiu não se intimidar com a atitude hostil. Heidiany comunicou formalmente o sucedido à direção da escola, informou a Direção Regional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em Marabá e registrou um boletim de ocorrência na delegacia local.
Segundo a professora, que leciona há mais de 15 anos, a denúncia não tem como principal objetivo punir os estudantes de forma isolada, mas sim servir de reflexão para a sociedade. “Isso me deixou profundamente triste, porque sou uma professora que está na sala de aula há mais de 15 anos. Ver uma ação dessa natureza de um aluno de ensino médio, com esse ódio, com essa violência, o que será do nosso futuro?”, reflete Heidiany Moreno.
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A violência política é crime tipificado no artigo 359-P do Código Penal brasileiro (CPB). A legislação pune quem quer que impeça, restrinja ou dificulte, através de violência, o livre exercício dos direitos políticos de qualquer cidadão.
Para o advogado José Rodrigues, representante da Comissão de Fiscalização Eleitoral da OAB em Marabá, o cenário político atual exige cautela e preocupação, pois a polarização tem gerado levado a casos de violência física e verbal.
Rodrigues sublinhou ainda que existem registos de outros casos de ameaças a cidadãos devido a posicionamentos políticos na região. Por isso, ele deixa um alerta à população. “Democracia se exerce com respeito. A gente sabe que esse momento é complicado, mas é preciso entender que cada um é livre para fazer suas escolhas”, orienta.
Para Heidiany Moreno, as instituições de ensino devem assumir um papel ativo no combate a este tipo de comportamento. A professora defende a criação de projetos educacionais centrados no debate sobre a violência política, o respeito, a tolerância e o combate ao ódio.
“A escola é para isso: é para discutir democracia, é para discutir direitos, respeito e tolerância. A gente não deve aceitar nenhuma postura dessa de nenhum dos lados, independente do lado que seja”, argumenta a professora.
