O médico Bassam Moussallem, que teve participação importante na estruturação da área da saúde em Marabá e ajudou a abrir caminhos para a implantação da Unimed no município, morreu aos 79 anos. A morte ocorreu nesta quarta-feira (7), em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, cidade onde construiu boa parte de sua trajetória profissional.
Bassam viveu em Marabá durante mais de uma década, período em que não apenas exerceu a Medicina, mas também participou de iniciativas que ajudaram a ampliar a estrutura de atendimento médico na cidade. Foi um dos profissionais envolvidos na fundação da Clínica Santa Teresina e teve participação na chegada da Unimed ao município.
Foi também em Marabá que Bassam constituiu sua família. Casado com Soraya Hamden Moussallem desde 1980, teve na cidade paraense os três filhos do casal: Amer, Amanda e Amyr.
Leia mais:A ligação com Marabá começou justamente naquele ano. Depois de concluir sua formação médica e passar por outros estados, Bassam mudou-se para o Pará com a esposa e passou a construir uma história que deixou marcas na saúde e na vida empresarial da cidade.
Participação na Unimed
Entre as iniciativas das quais participou em Marabá está a implantação da Unimed no município. Bassam apresentou a cidade ao médico Castilho, um dos fundadores da cooperativa no Brasil, e, ao lado de outros profissionais, participou das articulações que contribuíram para a chegada da instituição à cidade.
Também esteve entre os médicos que participaram da fundação da Clínica Santa Teresina, em uma época em que Marabá começava a ampliar e diversificar sua estrutura de atendimento em saúde.
A passagem pela cidade foi, portanto, mais do que uma etapa profissional. Bassam viveu ali parte importante da vida familiar, viu nascer os três filhos e deixou relações construídas entre médicos, pacientes, empresários e amigos.
Do Espírito Santo a Marabá
Bassam chegou ao Brasil ainda criança, aos 7 anos. Anos mais tarde, iniciou o curso de Medicina em Vitória, no Espírito Santo. Depois, pediu transferência para a Faculdade de Medicina de Campos, onde concluiu a graduação.
Na década de 1970, especializou-se em Medicina do Trabalho e Neurologia. Ao longo da carreira, entretanto, concentrou sua atuação principalmente na saúde do trabalhador e na perícia médica.
Depois de uma temporada no Espírito Santo e da formação em Campos, foi em Marabá que viveu uma das fases mais importantes de sua trajetória pessoal e profissional.
Em 1991, Bassam retornou definitivamente a Campos dos Goytacazes, onde continuou a atuar na Medicina e também passou a investir em outras atividades.
Em Campos, Bassam também teve atuação empresarial. Abriu o restaurante Kalifa, no Centro, e posteriormente participou, ao lado do irmão Makhoul e de outros médicos, do processo de implantação da Unimed na cidade.
Em 1997, fundou a CEMOC, Clínica de Medicina do Trabalho, empreendimento que se tornaria uma das principais referências de sua trajetória profissional.
Bassam também trabalhou durante muitos anos como médico perito da Justiça do Trabalho em Campos dos Goytacazes e municípios da região. Mais tarde, passou a atuar como perito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), função que exerceu até 2025.
Ao longo de décadas de trabalho, manteve sua atuação principalmente ligada à Medicina do Trabalho, à perícia médica e à avaliação da saúde de trabalhadores.
Vida marcada por vínculos
Além da trajetória profissional, Bassam era lembrado por familiares e amigos pela proximidade, generosidade e pelos vínculos que construiu ao longo da vida.
A imagem escolhida pela família para a despedida mostra Bassam sorrindo à beira-mar, com um copo erguido. Para quem conviveu com ele, o registro traduz um pouco da personalidade de um homem que, segundo os familiares, gostava de celebrar a vida e cultivar relações.
Na mensagem divulgada após sua morte, a família se referiu a Bassam como “nosso querido e amado”. Nas redes sociais, também foram publicadas homenagens de pessoas que conviveram com ele durante décadas.
Uma delas foi feita por uma pessoa a quem Bassam chamava de “afilhada de coração”. “Agradeço a Deus por ter colocado o senhor em nossas vidas. Que descanse em paz, sabendo que foi um excelente tio e que eu amei muito o senhor”, escreveu.
Bassam deixa a esposa, Soraya Hamden Moussallem, e os filhos Amer, Amanda e Amyr Hamden Moussallem.
Velório e sepultamento
O velório iniciou às 10h desta quarta-feira (7), na Capela Viagem da Paz, em frente ao Cemitério do Caju, em Campos dos Goytacazes. O sepultamento está marcado para as 16h30, no mesmo cemitério.
(Fonte: Fabrício Freitas – Ururau Notícias)
