Correio de Carajás

Usando tornozeleira eletrônica, suspeito é preso com munições de uso restrito em Parauapebas

Duas embalagens de munições foram encontradas com Hiago / Fotos: Divulgação
Por: Theíza Cristhine com informações de Ronaldo Modesto e PM
✏️ Atualizado em 05/10/2026 16h27

A prisão em flagrante de Hiago Alves Costa foi convertida em prisão preventiva nesta segunda-feira (5), durante audiência de custódia realizada em Parauapebas. Ele foi detido pela Polícia Militar na noite de domingo (4), no bairro Casas Populares, ao ser abordado com 20 munições calibre 9 mm, uma balança de precisão e dois celulares.

De acordo com a Polícia Militar, a abordagem ocorreu por volta das 22 horas, durante patrulhamento pela região. Os policiais teriam avistado Hiago conduzindo uma moto preta, sem placa, sem retrovisores e sem outros sinais de identificação, enquanto carregava uma sacola preta.

Ainda segundo o relato policial, ao perceber a aproximação da equipe, o suspeito teria fugido em alta velocidade. Houve acompanhamento por parte dos militares e, posteriormente, ele teria abandonado a motocicleta e entrado no perímetro de um imóvel. A equipe continuou o acompanhamento a pé e realizou a abordagem.

Leia mais:

Durante a revista e a verificação da sacola, os policiais encontraram duas cartelas de munição calibre 9 mm, com dez unidades cada, totalizando 20 munições, além de uma balança de precisão e dois aparelhos celulares.

A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Também foi apreendida a motocicleta preta sem placa.

Utilizando tornozeleira, Hiago voltou à prisão

Decisão judicial

Na audiência de custódia realizada nesta segunda, a Justiça homologou o flagrante e determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Na decisão, o juiz destacou que a materialidade e os indícios de autoria estavam, em análise inicial, relacionados principalmente à apreensão das munições de uso restrito e da balança de precisão.

Outro ponto considerado foi a situação cautelar de Hiago. Segundo a decisão judicial, ele já estava submetido à monitoração eletrônica e havia sido recentemente preso, além de responder a investigação por homicídio. Para a Justiça, a nova prisão em flagrante, somada à apreensão das munições e aos demais elementos da ocorrência, indicaria risco de reiteração delitiva.

A decisão também menciona indícios de atividade relacionada ao tráfico de drogas e o descumprimento da monitoração eletrônica como fatores considerados para a decretação da prisão preventiva.

O juiz entendeu que medidas cautelares diferentes da prisão não seriam suficientes para impedir uma possível reiteração delitiva e resguardar a ordem pública.

A moto em que ele estava foi apreendida para averiguação

Suspeito relatou agressões

Durante a audiência de custódia, Hiago relatou ter sofrido agressões durante a prisão e informou que teria realizado exame de corpo de delito, com registro de lesões.

Segundo a decisão, a denúncia será apurada em procedimento próprio. O juiz ressaltou, entretanto, que naquele momento não havia elementos suficientes para concluir que as lesões teriam sido provocadas dolosamente por policiais, considerando também o relato de fuga e de que o suspeito teria acessado o telhado durante a captura.

A decisão determinou a adoção das providências necessárias para o cumprimento da prisão preventiva.