Correio de Carajás

Repórter Correio

Investigação

Alvo de investigação e de blitz do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público, o prefeito de Marabá, Toni Cunha, reagiu com o habitual desdém e deboche com o qual trata todo e qualquer assunto sério. Lógico, os assuntos sérios que envolvem os seus desmandos na condução dos rumos de Marabá. Há anos o município não passava por essa vergonha alheia de ter seu principal mandatário como alvo de mandados judiciais e de investigação de corrupção. A reação do indivíduo: usar a velha máxima da perseguição política.

Investigação II

Leia mais:

Para isso, como se a opinião pública fosse formada por pessoas sem cérebro, tentou emplacar que o grupo político adversário ao seu teria poder de influenciar uma ação do Ministério Público e uma decisão da Justiça. Ou seja, ele agiu como sempre, ao não assumir as responsabilidades pela incapacidade de governar.

Investigação III

A investigação apura suposto esquema de desvio de recursos públicos, irregularidades em contratações, adesões suspeitas a atas de registro de preços e possível superfaturamento em contratos firmados pelo município, com foco em contratos de iluminação pública e de locação de caminhões para coleta de lixo.

Avião caiu

Um acidente envolveu um bimotor que caiu na tarde de 1º de outubro em Divinópolis (TO) e resultou na morte do piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos, e do empresário Ebert Rodrigues Sousa, de 45 anos. A aeronave tinha como destino a Fazenda Serra Grande, em Parauapebas (PA), e caiu próximo ao assentamento Mulher Cidadã, na zona rural do município, que fica a 130 quilômetros de Palmas.

Avião caiu II

Ebert Rodrigues Sousa morava em Goiânia e atuava em empresas do ramo de comunicação visual, além de montagem e instalação de sistemas e equipamentos de iluminação e sinalização. Diego Arantes Rezende aparece no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) como proprietário da aeronave, um bimotor Neiva EMB-810D, de prefixo PT-RSN. Segundo a TV Anhanguera, a aeronave de pequeno porte saiu de Goiânia (GO) com destino ao Pará e teria parado para abastecer em Gurupi, pouco antes do acidente.

Deepfake

Durante a campanha para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, pelo menos 554 vídeos e imagens do tipo deepfake foram publicadas nas redes sociais, conforme levantamento do projeto VigIA, realizado pela agência de checagem Lupa, que monitora o uso de IA no pleito. Desses, 29 foram disseminados por perfis de candidatos ou partidos, o que pode gerar sanções.

Deepfake II

Deepfakes são conteúdos produzidos ou editados com ferramentas de IA a partir da imagem de uma pessoa real, manipulada de forma que ela apareça falando frases ou realizando atos que não são reais. O Tribunal Superior Eleitoral proibiu essas publicações, que podem acarretar até na cassação da candidatura ou do mandato, mas também ressalvou que, para isso, elas devem estar caracterizadas como propaganda política e apresentar verossimilhança capaz de enganar o eleitor.

Desafio

Relatório publicado pelo projeto VigIA identificou que deepfakes foram os principais conteúdos criados ou editados com IA e publicados nas redes sociais neste período eleitoral. Eles correspondem a 60% do total de 920 publicações coletadas entre os dias 16 de agosto e 28 de setembro. Destacam-se entre as deepfakes mais recorrentes, vídeos em que jornalistas anunciam notícias inventadas e celebridades manifestam, falsamente, apoio a candidatos.

Voto no exterior

Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país. Os brasileiros que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

Seções eleitorais

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano. De 2010 a 2026, o aumento registrado foi de 358%. Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados, contingente que subiu para 354 mil em 2014. Em 2018 eram 500 mil eleitores registrados fora do país e, em 2022, quase 700 mil.