Correio de Carajás

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em poço na costa do Amapá

Novo achado foi identificado durante a perfuração de poço em águas ultraprofundas da Margem Equatorial.

Exploração de petróleo na Marquem Equatorial — Foto: Petrobras/Divulgação

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá.

O local fica no bloco FZA-M-59, na chamada Margem Equatorial, uma região do litoral brasileiro com potencial para exploração de petróleo e gás. O poço está em águas ultraprofundas, a cerca de 2,9 quilômetros de profundidade.

A empresa já havia encontrado petróleo no mesmo poço em agosto. Desta vez, continuou a perfuração em uma região ainda mais profunda e identificou uma nova área com presença de petróleo.

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Segundo comunicado divulgado pela companhia, a descoberta foi confirmada a partir de análises das rochas e de amostras de líquidos retiradas durante a perfuração.

  • 🔎 O novo achado ainda não significa que o petróleo poderá ser extraído. A Petrobras terá de realizar outros estudos para saber quanto petróleo existe no local e se a exploração comercial é viável.

 

“A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”, afirmou a Petrobras em comunicado.

 

Segundo a Petrobras, os estudos sobre a nova descoberta ainda estão em andamento. A empresa vai analisar em laboratório as amostras coletadas durante a perfuração e cruzar os resultados com os demais dados obtidos no poço.

No caso da descoberta anunciada em agosto, as análises já feitas confirmaram que o petróleo encontrado é de boa qualidade.

Em nota, a Petrobras afirmou que a exploração do bloco faz parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar suas reservas de petróleo e gás e contribuir para o atendimento da demanda de energia do país.

Descoberta na Foz do Amazonas

 

Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas — Foto: Petrobras/divulgação
Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas — Foto: Petrobras/divulgação

Descoberta na Foz do Amazonas

 

A descoberta de petróleo no poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa de Oiapoque (AP), aumentou o interesse da Petrobras pela chamada Margem Equatorial, região do litoral brasileiro que tem potencial para novas reservas de petróleo e gás.

O poço fica em uma área muito profunda do oceano: o mar tem cerca de 2,9 quilômetros de profundidade no local. A Petrobras já havia encontrado petróleo no mesmo poço e agora continua os estudos para descobrir quanto petróleo existe na região.

  • 🔎 A exploração da área é importante para os planos da Petrobras porque a produção do pré-sal, que hoje é uma das principais fontes de petróleo da empresa, deve atingir o pico entre 2034 e 2035 e começar a cair depois disso. A exploração de novas fronteiras, portanto, é vista pela empresa como uma forma de buscar novas reservas para substituir parte da produção futura.

 

A Petrobras confirmou a descoberta do poço Morpho em agosto, após inicialmente identificar indícios de hidrocarbonetos durante a perfuração. Naquele momento, a empresa ainda precisava realizar novas análises para confirmar a presença de petróleo e avaliar o potencial da área.

A etapa seguinte é determinar o tamanho da possível reserva. Para isso, a Petrobras precisa concluir a perfuração e realizar estudos adicionais que permitam estimar quanto petróleo existe no local e se a exploração comercial é viável.

O avanço da exploração, porém, depende também do licenciamento ambiental. A Petrobras pediu autorização ao Ibama para perfurar novos poços na Margem Equatorial.

No caso do bloco FZA-M-59, o processo prevê um poço principal e três contingentes. A licença concedida em outubro de 2025 autoriza a perfuração do Morpho, enquanto os demais poços ainda dependem da análise do órgão ambiental.

A exploração da região é alvo de debate ambiental. Cientistas, organizações não governamentais e entidades ambientais apontam possíveis impactos sobre ecossistemas como recifes e manguezais, além de riscos para a pesca artesanal e comunidades tradicionais.

Também há discussão sobre como novos investimentos em petróleo se relacionam com a transição para fontes de energia de menor emissão de carbono.

Por isso, embora a descoberta amplie as perspectivas de novas reservas para a Petrobras, o avanço da exploração na região continua condicionado às etapas de avaliação técnica e ao cumprimento das exigências do licenciamento ambiental.

(Fonte:G1)