Correio de Carajás

Suspeito pela morte de ‘Piolho’ é preso com grande quantidade de droga

A grande quantidade de droga foi descarregada na delegacia na manhã de quinta - Fotos: Chagas Filho
Por: Kauã Fhillipe

Roberth Lucas da Silva Sampaio, de 18 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante a Operação Regicídio, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (24), no Residencial Morumbi, Nova Marabá. Ele também é investigado por envolvimento na morte de Kelson Olegário da Costa, conhecido como ‘Piolho’, registrada em junho em meio a uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.

A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Morumbi, Cidade Jardim, Folha 16 e Liberdade. As diligências resultaram na apreensão de uma grande quantidade de cocaína, maconha e crack, além de materiais usados no preparo, mistura e embalagem dos entorpecentes. O peso total do entorpecente apreendido ainda não foi divulgado.

Segundo a delegada Eliene Lima, do Departamento de Homicídios, a partir da investigação do homicídio de ‘Piolho’, os policiais chegaram a veículos e imóveis que teriam ligação com os envolvidos e conseguiram autorização judicial para realizar as buscas.

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Em coletiva de imprensa, as delegadas Eliene Lima e Simone Felinto descreveram detalhes da operação – Fotos: Evangelista Rocha

No Morumbi, os policiais encontraram um imóvel que, conforme a investigação, funcionava como laboratório para o preparo das drogas. No local havia entorpecentes, prensa, balança de precisão, rolos para embalagem e outros objetos utilizados no beneficiamento e acondicionamento das substâncias.

Também foram apreendidas substâncias que, segundo a Polícia Civil, eram utilizadas na mistura dos entorpecentes, entre elas cafeína, adrenalina e creatinina. Dois veículos foram recolhidos durante a operação. Em uma das residências, uma caminhonete estava em processo de desmonte e, de acordo com a investigação, pode ter sido utilizada no transporte intermunicipal de drogas.

Casa funciona como um laboratório de drogas – Foto: Divulgação

A outra frente da operação ocorreu no Cidade Jardim, onde os policiais localizaram pelo menos 236 tabletes de maconha e entorpecentes diversos como cocaína e crack, além de equipamentos utilizados na preparação da droga. A Polícia Civil informou que os dois imóveis estavam relacionados a Roberth.
Para a delegada Simone Felinto, diretora da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, a apreensão está entre as maiores já realizadas pela unidade e pode ser a maior registrada pela delegacia neste ano.

A Polícia Civil ainda não divulgou o peso da droga apreendida – Foto: Divulgação

Investigação continua

A operação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios, com apoio da 21ª Seccional Urbana, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Canil da Guarda Municipal de Marabá.

Roberth foi levado para a delegacia e autuado em flagrante por tráfico de entorpecentes. Paralelamente, ele será ouvido no inquérito que investiga a morte de Kelson. A Polícia Civil informou que o trabalho não termina com a prisão. A partir das perícias nos imóveis, veículos e equipamentos apreendidos, os investigadores pretendem identificar outras pessoas que possam ter participação na estrutura criminosa.

Endereços de Roberth foram alvos da operação; ele foi autuado por tráfico

A perícia papiloscópica também foi realizada nos imóveis, enquanto a Polícia Científica fez o levantamento dos vestígios encontrados nos locais, seguindo os procedimentos de preservação da cadeia de custódia.

 “Temos plena convicção de que prendemos em flagrante um alvo da nossa investigação, mas ele não está sozinho, não trabalha sozinho. A partir disso, vamos identificar todos os envolvidos no crime”, afirma Eliene.

Cães ajudaram nas buscas

A Guarda Municipal participou da operação por meio do Grupo de Operações com Cães. Os animais foram utilizados durante as buscas realizadas nos imóveis investigados.

De acordo com Helder Lourenço, subcomandante da Guarda Municipal de Marabá (GMM), o trabalho dos cães foi importante principalmente pela possibilidade de localização de drogas escondidas em locais de difícil acesso.

Lourenço destacou o trabalho feito pelos cães da GMM – Foto: Evangelista

“A Guarda Municipal é uma parceira fundamental para as forças de segurança, e o trabalho dos cães é fundamental para a detecção desse entorpecente, tendo em vista que esses materiais muitas vezes se encontram escondidos, de difícil acesso”, destacou.

Segundo Lourenço, as equipes iniciaram as diligências pelo Residencial Morumbi e, posteriormente, seguiram para o Cidade Jardim, onde outras apreensões foram realizadas.