📅 Publicado em 23/09/2026 15h20✏️ Atualizado em 23/09/2026 15h20
A Polícia Civil divulgou nesta quarta-feira (23) as prisões preventivas de Elessandro Carvalho Alves, Juracy José Pereira da Silva, Raimundo Francisco da Silva e Sandro da Costa Sousa. Os quatro mandados foram cumpridos na Operação Contraface, desencadeada na terça (22), em Marabá. Eles são suspeitos de desviar R$ 392 mil de uma conta bancária.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação identificou que os homens atuaram de forma coordenada para se apropriar indevidamente da identidade da vítima e obter acesso à conta.
Para viabilizar a ação criminosa, um deles compareceu à instituição financeira fazendo-se passar pela vítima. Apresentando documento falso, ele conseguiu alterar os dados cadastrais e biométricos do dono da conta. Consequentemente, passou a ter acesso aos mecanismos de movimentação do dinheiro da vítima.
Leia mais:Após obterem fraudulentamente o controle da conta bancária, os suspeitos teriam passado a subtrair o patrimônio da vítima. Utilizando dispositivos eletrônicos do sistema bancário, especialmente caixas eletrônicos, teriam realizado sucessivas transferências.
Ao todo, foram furtados R$ 392.700. Os valores foram direcionados para contas bancárias vinculadas aos participantes do crime. Algumas delas, inclusive, haviam sido abertas nos próprios nomes dos suspeitos agora presos.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, as diligências investigativas, aliadas à análise de documentos bancários, imagens de monitoramento, movimentações financeiras e exames periciais especializados, permitiram identificar e individualizar a atuação de cada investigado, fornecendo os elementos que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva.
Os homens poderão responder judicialmente por furto qualificado mediante fraude eletrônica ou informática; uso de documento falso; e associação criminosa. Após o cumprimento das ordens judiciais, eles foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as providências legais cabíveis e agora estão à disposição do Poder Judiciário.
A investigação foi realizada por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com apoio da 21ª Seccional Urbana de Marabá.
Além dos mandados de prisão preventiva, foram cumpridas ordens de busca e apreensão. As determinações foram decretadas pelo Juízo das Garantias do Interior do Estado do Pará, após representação formulada pela Polícia Civil. O Correio de Carajás não teve acesso aos presos ou à defesa para ouvir a versão deles para os fatos.
