📅 Publicado em 20/09/2026 15h12
Um grupo de cerca de 150 famílias invadiu, neste sábado, parte da área sul da Terra Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, mas a 30 Km de Marabá. Inicialmente, os indígenas das mais de 50 aldeias da comunidade foram orientados a não entrarem em contato nem em conflito com os invasores, deixando a confrontação com as autoridades judiciais e policiais.
E, de fato, eles apenas alertaram a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), a Polícia Federal, Polícia Militar e o Batalhão de Choque.
Neste domingo (21), o diretor da Funai em Marabá, Carlos Sompré, esteve na área acompanhado de membros das das forças de segurança para conversar com os ocupantes.
Leia mais:Em um comunicado direcionado às comunidades indígenas Parakanã, Gavião Kyikatêjê, Akrãtikatêjê e demais povos da região, Sompré informou que os ocupantes alegam possuir documentação relacionada à área. Segundo o diretor, a situação deverá ser discutida judicialmente. “Conversamos com o pessoal, mas eu sei que não há documentação legítima da parte deles. A terra é indígena e o documento será contestado em juízo”, garantiu Carlos.
Após a visita à área, Carlos Sompré informou que seguiria para Marabá para buscar articulação com a Procuradoria da República. A intenção, segundo ele, é solicitar medidas judiciais ainda no plantão deste domingo para a retirada dos ocupantes. “Eu estou indo para Marabá agora. Vou ver se falo com o plantonista da Procuradoria da República para amanhã cedo ter uma reunião”, pontua.
Carlos disse ainda acreditar que a medida possa avançar rapidamente junto à Justiça. “Eu acredito que até amanhã, ao final da tarde, a gente já está com essa reintegração de posse”, finaliza.
Caso a decisão judicial seja concedida, a expectativa, segundo o diretor, é de que as forças de segurança sejam acionadas para cumprir a determinação.
Ao finalizar o comunicado, o presidente pediu tranquilidade às comunidades indígenas e ressaltou que as autoridades estão acompanhando a situação “Eu peço a todo mundo que fique tranquilo, que nós estamos agindo”, encerra.
