📅 Publicado em 28/08/2026 23h00
Cleiton Cesar Rodrigues Macena, conhecido como “Playboy”, foi preso na noite desta sexta-feira (28), em Parauapebas, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal do município. Ele é investigado por envolvimento no homicídio de Adriel Ribeiro dos Santos, morto em circunstâncias macabras em março deste ano.

A prisão ocorreu por volta das 18 horas, na Rua 26, no Bairro dos Minérios. Cleiton foi localizado no imóvel e, ao perceber a presença dos policiais, tentou fugir em direção a um quarto nos fundos da casa. Conforme o relato da Polícia Militar, ele ofereceu resistência à prisão e foi necessário o emprego progressivo da força, até que fosse contido, imobilizado e algemado, após um trabalho de inteligência realizado por equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Durante a tentativa de fuga, o suspeito também teria quebrado o próprio aparelho celular. O telefone danificado foi apreendido e encaminhado, juntamente com Cleiton, à unidade policial para os procedimentos legais.
Leia mais:Participaram da ação o delegado João Abel, os investigadores Shardson e Damásio, o escrivão Willams e uma guarnição do Grupo de Patrulhamento Avançado (GPA), formada pelo 3º sargento PM J. Santos, cabo PM Euclésio e soldados PM Lael e Jones.
O que diz a decisão judicial
A decisão judicial de 7 de abril deste ano, aponta a existência de elementos que indicam a participação de Cleiton no homicídio.
Na decisão, a magistrada afirma que a materialidade do crime estaria demonstrada por boletins de ocorrência, relatório do local de crime, imagens do cadáver da vítima, depoimentos de testemunhas e declarações prestadas por um adolescente apreendido durante as investigações.
Em relação à autoria, o documento aponta que Cleiton, chamado de “Playboy”, teria participado ativamente da execução e seria um dos responsáveis pelos disparos contra Adriel.
A decisão também destaca a violência empregada no crime. Conforme o documento judicial, a vítima teria sido sequestrada, levada para um local isolado, onde teria sido torturada e mutilada, com o decepamento de um dedo, antes de ser executada em uma área de mata.
Para a Justiça, as circunstâncias do crime indicam um modo de atuação extremamente violento e organizado, associado a conflitos entre facções criminosas. A decisão menciona ainda indícios de que o investigado integraria um grupo criminoso organizado e aponta risco de reiteração delitiva e de intimidação de testemunhas.
Diante desses elementos, a magistrada decretou a prisão preventiva de Cleiton para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal.
Após o cumprimento do mandado, Cleiton foi apresentado à autoridade policial e deverá permanecer à disposição da Justiça.
Relembre o caso
Adriel Ribeiro dos Santos desapareceu no início de abril, em Parauapebas, e o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios após familiares procurarem a polícia.
As investigações apontaram que a vítima teria sido levada por vários indivíduos. Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a reconstruir parte da dinâmica do desaparecimento e a identificar possíveis envolvidos.
Durante as primeiras diligências, quatro suspeitos foram apresentados pela Polícia Militar. Na continuidade da investigação, policiais civis localizaram e capturaram outro suspeito, que indicou um local para onde Adriel teria sido levado.
No ponto indicado, as equipes encontraram um dedo humano, que levantou a suspeita de pertencer à vítima. O material foi encaminhado para perícia.
As investigações apontaram que Adriel teria sido submetido a um chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por organizações criminosas para julgar e executar pessoas consideradas rivais ou que, segundo as próprias regras impostas pelas facções, teriam cometido alguma infração.
Após dias de buscas, as forças de segurança localizaram o corpo de Adriel no dia 9 de março em uma área de mata no Bairro Nova Vitória. O cadáver estava em avançado estado de decomposição.
Cinco adolescentes foram apreendidos durante as investigações e passaram a responder por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integração de organização criminosa.
