📅 Publicado em 17/08/2026 17h27✏️ Atualizado em 17/08/2026 17h47
Caiu como uma bomba nesta segunda-feira (17) a notícia de que o atleta indígena Kukri, emprestado pelo Águia ao Coritiba (Sub-20), não se reapresentou ao Coxa e ficou mesmo em Marabá, por razões ainda não explicadas. A atitude do jogador configura quebra de contrato, que pode gerar uma multa superior a R$ 2 milhões, segundo apurou a reportagem deste CORREIO.
Por telefone, a Assessoria de Comunicação do Coritiba confirmou apenas que “ele (Kukri) retornou pra Marabá e que o Coritiba notificou o atleta”.
Depois de tentar contato desde o final da manhã com o jogador, ele respondeu a uma mensagem no direct do Instagram, afirmando que estava tudo certo e dando a entender que não sabia das notícias que estavam correndo sobre seu caso. Mas, depois, parou de responder às mensagens.
Leia mais:Por outro lado, o presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, também confirmou ter recebido a informação e lamentou muito o ocorrido, pois considera Kukri uma joia que tem tudo para despontar no cenário nacional.
Ainda de acordo com Ferreirinha, o futuro do atleta deve ser definido neste momento pelo Coritiba, clube ao qual ele está vinculado.
ESPECULAÇÕES
Como Kukri não se manifestou oficialmente sobre a situação, sobram especulações a respeito do caso. A primeira delas é de que o jovem indígena é muito apegado à sua terra natal, pois, para os Gavião, a terra é o lugar onde o povo não apenas vive, mas onde o povo se torna e permanece Gavião. Por isso a dificuldade de abandonar suas raízes.
Mas há quem diga também que o atleta se deixou levar pelo “vigor cruel da juventude” e já teria vindo outra vez a Marabá sem permissão do clube paranaense. Isso ocorreu no dia 19 do mês passado, quando acontecia um grande show na cidade. Na ocasião, ele apresentou um atestado médico ao Coritiba.
SAIBA MAIS
O empréstimo do jogador junto ao Águia de Marabá foi firmado até janeiro de 2027, com uma cláusula que permite ao Coxa adquirir 70% dos direitos econômicos do volante por até R$ 1 milhão, desde que as metas estabelecidas no contrato sejam alcançadas.
