As Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial, conforme fato relevante divulgado na noite de domingo (16). Conforme fato relevante divulgado, a decisão foi tomada devido à piora das condições financeiras da companhia.
O pedido recuperação judicial chega após a companhia registrar um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais no segundo trimestre, 18 vezes maior ante o mesmo período do ano passado. Após adiar por duas vezes a divulgação dos resultados financeiros, as Casas Bahia também confirmou, no balanço, o fechamento de 298 lojas.
No documento enviado à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a companhia afirmou que foi impactada por um “ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito e aumento do custo financeiro”.
Leia mais:A Casas Bahia também afirmou que houve uma “pressão sobre o consumo e o capital de giro aliados à não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas pela Companhia”
O pedido de recuperação judicial, já aprovado pelo conselho de administração e acionista controlador da companhia, foi protocolado no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
A companhia também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificiar a decisão de ajuizamento, “adotada em caráter de urgência”, conforme fato relevante.
Além das Casas Bahia, o pedido de recuperação judicial protocolado inclui as demais empresas do grupo:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda
- ASAP Log Ltda
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda
- Globex Administração e Serviços Ltda
- Cnova Comércio Eletrônico S.A
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda
- Casas Bahia Tecnologia Ltda
- Indústria de Móveis Bartira Ltda
Segundo a companhia principal, Casas Bahia, a atitude foi tomada devido à piora das condições financeiras da companhia.
No documento, a empresa alega que o ambiente macroeconômico desafiador, marcado pela alta taxa de juros, a restrição do crédito, o aumento do custo financeiro e a pressão sobre consumo e capital de giro foram fatores relevantes para a tomada de decisão.
As Casas Bahia ainda adicionou que, diante desse cenário, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial de fez necessário.
A companhia ainda adicionou que pretende manter suas operações em todos os canais existentes, priorizando atendimento aos clientes e consumidores, que deverão acontecer normalmente após o pedido de recuperação.
A decisão foi compartilhada pouco depois da empresa divulgar seu balanço do segundo trimestre de 2026, que já havia sido adiado por duas vezes.
Marcada inicialmente para 12 de agosto, a publicação foi postergada para o dia 14 do mesmo mês. Chegado o dia, a empresa novamente não compartilhou os informes.
No domingo (16), a varejista publicou os resultados, que apresentaram um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre maio e junho. A quatidade expressiva é 18 vezes maior ante o mesmo período do ano passado.
A publicação também acontece em meio às polêmicas de que a Casas Bahia deve fechar 298 lojas. A informação, inicialmente veiculada na mídia, foi confirmada pela empresa nos documentos do balancete.
Já nesta segunda (27), o grupo também confirmou a renúncia do diretor jurídico, Fábio Spina. Além do diretor jurídico, a companhia informou que os membros do Conselho de Administração Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres pediram renúncia.
As Casas Bahia, porém, não informaram como devem proceder para a eleição de substitutos no conselho.
(Fonte: CNN Brasil/Gisele Farias)
