Correio de Carajás

Casas Bahia pede recuperação judicial após confirmar fechamento de lojas

Após atrasar divulgação de resultados, companhia registrou prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado

Foto: Divulgação
✏️ Atualizado em 17/08/2026 09h49

As Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial, conforme fato relevante divulgado na noite de domingo (16). Conforme fato relevante divulgado, a decisão foi tomada devido à piora das condições financeiras da companhia.

O pedido recuperação judicial chega após a companhia registrar um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais no segundo trimestre, 18 vezes maior ante o mesmo período do ano passado. Após adiar por duas vezes a divulgação dos resultados financeiros, as Casas Bahia também confirmou, no balanço, o fechamento de 298 lojas.

No documento enviado à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a companhia afirmou que foi impactada por um “ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito e aumento do custo financeiro”.

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A Casas Bahia também afirmou que houve uma “pressão sobre o consumo e o capital de giro aliados à não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas pela Companhia”

O pedido de recuperação judicial, já aprovado pelo conselho de administração e acionista controlador da companhia, foi protocolado no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

A companhia também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificiar a decisão de ajuizamento, “adotada em caráter de urgência”, conforme fato relevante.

Além das Casas Bahia, o pedido de recuperação judicial protocolado inclui as demais empresas do grupo:

  • ASAP Log – Logística e Soluções Ltda
  • ASAP Log Ltda
  • CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda
  • Cntlog Express Logística e Transporte Ltda
  • Globex Administração e Serviços Ltda
  • Cnova Comércio Eletrônico S.A
  • Integra Soluções para Varejo Digital Ltda
  • Casas Bahia Tecnologia Ltda
  • Indústria de Móveis Bartira Ltda

Segundo a companhia principal, Casas Bahia, a atitude foi tomada devido à piora das condições financeiras da companhia.

No documento, a empresa alega que o ambiente macroeconômico desafiador, marcado pela alta taxa de juros, a restrição do crédito, o aumento do custo financeiro e a pressão sobre consumo e capital de giro foram fatores relevantes para a tomada de decisão.

As Casas Bahia ainda adicionou que, diante desse cenário, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial de fez necessário.

A companhia ainda adicionou que pretende manter suas operações em todos os canais existentes, priorizando atendimento aos clientes e consumidores, que deverão acontecer normalmente após o pedido de recuperação.

A decisão foi compartilhada pouco depois da empresa divulgar seu balanço do segundo trimestre de 2026, que já havia sido adiado por duas vezes.

Marcada inicialmente para 12 de agosto, a publicação foi postergada para o dia 14 do mesmo mês. Chegado o dia, a empresa novamente não compartilhou os informes.

No domingo (16), a varejista publicou os resultados, que apresentaram um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre maio e junho. A quatidade expressiva é 18 vezes maior ante o mesmo período do ano passado.

A publicação também acontece em meio às polêmicas de que a Casas Bahia deve fechar 298 lojas. A informação, inicialmente veiculada na mídia, foi confirmada pela empresa nos documentos do balancete.

Já nesta segunda (27), o grupo também confirmou a renúncia do diretor jurídico, Fábio Spina. Além do diretor jurídico, a companhia informou que os membros do Conselho de Administração Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres pediram renúncia.

As Casas Bahia, porém, não informaram como devem proceder para a eleição de substitutos no conselho.

 

(Fonte: CNN Brasil/Gisele Farias)