Correio de Carajás

De briga por galinha a julgamento: réu é solto em São João do Araguaia

Acusado de tentar matar homem após discussão por galinha atropelada teve pena de dois anos, mas já havia cumprido a reclusão.

Grupo de pessoas posando para foto em ambiente institucional, incluindo profissionais do direito e cidadãos comuns.
Waendason Conceição com a família e os advogados que atuaram em sua defesa
✏️ Atualizado em 13/08/2026 09h28

Um caso que começou após uma discussão envolvendo uma galinha atropelada na zona rural terminou no Tribunal do Júri de São João do Araguaia. Nesta quarta-feira (12), Waendason Conceição do Carmo, que estava preso desde maio de 2024 acusado de tentar matar Juscelino da Conceição, recebeu alvará de soltura após o julgamento.

A defesa foi conduzida pelos advogados Diego Adriano de Araújo Freire, Caio Gabriel Rodrigues Lins e Jhavas Luan Campelo, com participação da acadêmica de Direito Lyandra Santos. Em plenário, a equipe sustentou que a violência do episódio, por si só, não seria suficiente para demonstrar que Waendason pretendia tirar a vida da vítima.

Juscelino teria sido atingido por um disparo de arma de fogo e seis golpes de faca. Apesar da gravidade das agressões, a discussão jurídica se concentrou na intenção do acusado. A defesa argumentou que, diante das circunstâncias, se Waendason realmente tivesse decidido matar a vítima, teria tido oportunidade de consumar o homicídio.

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O entendimento também foi acompanhado pelo Ministério Público. O promotor de Justiça João Francisco Amaral Neto considerou insuficientes os elementos para comprovar o animus necandi e sustentou a desclassificação da tentativa de homicídio para lesão corporal.

Ao final, o Conselho de Sentença afastou a intenção de matar e reconheceu a prática de lesão corporal grave.

O juiz presidente do Júri, Luciano Mendes Scaliza, estabeleceu a pena em dois anos de reclusão. Como o acusado já estava preso preventivamente há mais de dois anos, o período foi considerado integralmente cumprido, sendo determinada sua imediata colocação em liberdade.

Ministério Público e defesa declararam em plenário não ter interesse em recorrer da decisão.