Correio de Carajás

Ocorrência com ameaças mobiliza Polícia Militar na Vila Sororó, em Marabá

Homem detido na Vila Sororó, Marabá, por depredar restaurante, ameaçar proprietária e ofender policiais; ele ainda danificou viatura policial.

Dois policiais militares escoltando um homem sem camisa algemado
✏️ Atualizado em 13/08/2026 09h16

Um homem identificado pela polícia como Joaquim Pereira Filho foi conduzido à 21ª Seccional Urbana de Marabá, na manhã desta quarta-feira (12), após uma ocorrência de ameaças, depredação e desacato na Vila Sororó, zona rural do município. O caso foi registrado em um estabelecimento conhecido como Espetinho da Lu, em frente à Unidade Básica de Saúde da localidade, às margens da BR-155.

Segundo o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar fazia rondas quando recebeu uma ligação informando que um homem, aparentemente alterado, estaria quebrando mesas, cadeiras, churrasqueira e outros objetos do restaurante. A denunciante também relatou que ele teria ameaçado a proprietária do estabelecimento, dizendo que a estupraria.

A guarnição seguiu ao endereço por volta das 9 horas. Conforme o registro policial, havia a informação de que o suspeito estaria com um pedaço de madeira e uma faca, usados para ameaçar pessoas. No momento da chegada dos policiais, porém, ele não portava objetos nas mãos.

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Ainda de acordo com o boletim, Joaquim teria passado a ofender e ameaçar os policiais durante a abordagem. Os militares informaram que foi necessário o uso de algemas e de força considerada proporcional diante do estado de alteração atribuído ao conduzido, com o objetivo de preservar a integridade física dele e da equipe.

A Polícia Militar relatou que, já dentro da viatura, o homem teria amassado a grade do compartimento de presos e quebrado o pistão da parte traseira do veículo. A mulher que acionou a guarnição manifestou interesse em representar criminalmente contra ele, conforme consta no documento registrado pela Polícia Civil.

Em entrevista ao CORREIO, o delegado Lucas Assis Nunes informou que a ocorrência também envolvia denúncias de perseguição e ameaças anteriores contra a proprietária do estabelecimento. Segundo ele, a vítima relatou ameaças de morte e de violência sexual, enquanto outros danos teriam sido causados em imóveis e veículos de parentes dela. Essas informações serão objeto da apuração policial.

O delegado declarou que Joaquim deverá responder, em tese, por dano qualificado, ameaça, injúria, desacato e resistência, além de dano ao patrimônio público em razão dos prejuízos relatados na viatura. A tipificação definitiva dos fatos e eventual responsabilização dependem da investigação e das decisões judiciais posteriores.

Ainda na entrevista, Lucas Assis Nunes disse que a Polícia Civil pretende requerer à Justiça a prisão preventiva do suspeito. Até a definição judicial, ele ficou à disposição da autoridade policial. A reportagem não teve acesso à versão de Joaquim Pereira Filho sobre as acusações apresentadas no boletim e na entrevista. (Reportagem: Josseli Carvalho)