Correio de Carajás

Dois são presos por acesso ilegal a processos sigilosos envolvendo organizações criminosas

Operação Custos Legis desarticula esquema de corrupção que vazava dados sigilosos do Tribunal de Justiça para facções criminosas de Belém e Capanema.

Mãos digitando em um laptop em ambiente escuro
Investigação apura caso de vazamento de informações sigilosas da Justiça do Pará/ Foto: Freepik
Por: Milla Andrade
✏️ Atualizado em 16/07/2026 14h50

Em cumprimento a mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva,  a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (Ficco/PA), efetuou, nesta quarta-feira (15), a prisão de duas pessoas, que não tiveram os nomes divulgados.

A operação denominada Custos Legis investiga um esquema de corrupção e violação de sigilo funcional que beneficiava integrantes de facções criminosas de Belém e do município de Capanema. Os mandados foram expedidos pela Vara de Juiz de Garantias da Região Metropolitana de Belém.

A investigação apurou crimes ocorridos entre os meses de novembro e dezembro do ano passado. Entre os principais delitos investigados estão a violação de sigilo funcional qualificada e a corrupção passiva majorada.

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As investigações indicaram que os suspeitos obtinham documentos e detalhes relacionados a medidas cautelares que deveriam tramitar sob segredo de Justiça. As informações envolviam investigações contra membros de organizações criminosas que atuam no Pará. Para ter acesso aos dados, o grupo subornava um funcionário público que detinha essas informações.

Ainda de acordo com as informações, o servidor teria usado as credenciais e o acesso ao sistema para realizar consultas e fazer o download de processos sigilosos que tramitam tanto na primeira instância quanto no segundo grau do Tribunal de Justiça.

A investigação também teria identificado uma brecha no sistema. Parte das ações judiciais consultadas de maneira indevida estava com a classificação de sigilo incorreta, o que facilitou o acesso e a retirada dos dados por parte do servidor, segundo as investigações.

Responsável pela operação, a Ficco é uma força-tarefa de segurança pública que reúne esforços de diferentes órgãos de segurança, como a atuação da Polícia Federal (PF), da Polícia Civil do Pará (PCPA) e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). (Com informações do G1 Pará)